Logística internacional em expansão: desafios e oportunidades para empresas que conectam mercados

O setor de logística internacional vive um momento de crescimento acelerado, impulsionado pela recuperação econômica global, pelo avanço do e-commerce e pela necessidade de cadeias de suprimentos mais resilientes.

Dados da consultoria MordorIntelligence indicam que o mercado global de logística deverá ultrapassar US$ 18 trilhões até 2030, com crescimento médio anual de cerca de 5%.

Na Europa, o transporte e logística representam aproximadamente 5% do PIB, segundo a Comissão Europeia, e Portugal se consolidou como um hub estratégico para operações que conectam a América Latina ao continente europeu. A localização geográfica privilegiada, aliada a investimentos em portos, rodovias e tecnologia, tem atraído empresas dispostas a ampliar sua presença no bloco europeu.

Apesar das oportunidades, o mercado apresenta desafios consideráveis. Questões como aumento de custos operacionais, escassez de mão de obra qualificada, exigências ambientais mais rigorosas e necessidade de digitalização são apontadas por especialistas como pontos críticos para a competitividade. Empresas que não se adaptarem às novas tecnologias — como sistemas de rastreamento em tempo real, automação de processos e integração de dados — correm o risco de perder espaço para concorrentes mais ágeis.

Para Idelbrando Sardi da Silva, empresário do setor de transporte e logística com atuação no Brasil e em Portugal, a transformação digital deixou de ser tendência e se tornou requisito básico para se manter no mercado:

“Hoje não basta ter frota. É preciso oferecer ao cliente previsibilidade, segurança e eficiência. Isso só é possível com tecnologia, processos bem definidos e uma equipe treinada para entregar valor em cada etapa da operação.”

Idelbrando fala com propriedade. Em 2018, desembarcou em Portugal e, em poucos anos, construiu uma transportadora que hoje opera com seis vans próprias, seis alugadas e três carretas, atendendo diferentes perfis de clientes e mantendo parcerias internacionais. Sua experiência prática reflete a importância da adaptação constante e da leitura estratégica de mercado.

O segmento também enfrenta uma pressão crescente para reduzir o impacto ambiental. Iniciativas como uso de veículos elétricos, otimização de rotas e integração com modais menos poluentes estão no centro das discussões. “A sustentabilidade já não é diferencial, é exigência. Empresas que não incorporarem essa visão vão perder competitividade e acesso a determinados clientes”, alerta Idelbrando.

Com o comércio global cada vez mais interligado, a logística internacional se apresenta como um campo fértil para empresas inovadoras e bem estruturadas. A experiência de Idelbrando mostra que, mesmo em mercados competitivos, há espaço para crescer — desde que se invista em tecnologia, gestão eficiente e práticas sustentáveis.

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