Gabriela Duarte revela frustração com papéis de ‘boa moça’ – 21/09/2025 – Mônica Bergamo

Gabriela Duarte revela frustração com papéis de 'boa moça' - 21/09/2025 - Mônica Bergamo

A atriz Gabriela Duarte afirma em sua autobiografia que por muito tempo na TV ficou estacionada na “prateleira da boa moça, seguindo uma linha que achavam que me foi passada hereditariamente”.

Filha de Regina Duarte, que foi chamada por anos de “namoradinha do Brasil” pelas muitas mocinhas que fez em novelas, Gabriela admite que chegou a ser condescendente com essa situação, mas diz que quando se viu estagnada, “deu a vida para sair”.

“No entanto, esse poder de escolha na TV é bem mais restrito. Dependemos muito do olhar dos outros sobre nós, existe pouca autonomia”, afirma. O primeiro grande papel de Gabriela na Globo foi em “Por Amor” (1997), novela em que ela fazia a protagonista Eduarda, filha de Helena, papel vivido por sua mãe.

A atriz lança no próximo dia 29, na Livraria Drummond, em São Paulo, o livro “Eu, Gabriela – Entre Memórias, Identidade e Personagens”. A obra foi escrita em depoimento para Brunna Condini.

Leia, abaixo, trecho em que ela fala sobre o assunto:

Durante muito tempo na televisão fiquei ali na ‘prateleira da boa moça’, seguindo uma linha que achavam que me foi passada hereditariamente. Durante algum tempo eu fui condescendente com isso, era natural que fosse assim. Mas, quando me vi estagnada nessa prateleira, dei a vida para sair dela. No entanto, esse poder de escolha na TV é bem mais restrito. Dependemos muito do olhar dos outros sobre nós, existe pouca autonomia.

No que dependeu de mim, fiz e produzi teatro, fui atrás do que eu gostaria de dizer. E na TV busquei incansavelmente outras personagens que mudassem esse padrão.’

Sei que existe uma variedade de ótimas ‘boas moças’ a serem feitas; eu é que não estava mais a fim delas.”

GERAÇÕES

Os atores Lázaro Ramos e Antonio Pitanga trocaram abraços e risadas nos bastidores do Festival Negritudes, promovido pela Globo em São Paulo, na semana passada. Um monólogo feito por Pitanga com reflexões sobre a história e a resistência negra no Brasil abriu o evento.

com DIEGO ALEJANDRO, KARINA MATIAS e VICTÓRIA CÓCOLO


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Fonte ==> Folha SP

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