O fundo de Londres que transformou milhões em bilhões com aposta na Revolut

O fundo de Londres que transformou milhões em bilhões com aposta na Revolut

Ler o resumo da matéria

O banco digital Revolut alcançou um valuation de US$ 75 bilhões em 2025, após uma oferta secundária de ações, consolidando-se como um dos maiores bancos digitais do mundo.

A Balderton, que liderou a primeira rodada de investimento da Revolut em 2015, também participou de rodadas subsequentes, apostando fortemente no setor financeiro. Outros ativos do fundo, como o grupo de energia Fuse e a fintech GoCardless, também contribuíram para os ganhos.

A Balderton, com apenas seis sócios, se destaca no venture capital europeu, enfrentando agora a concorrência de gigantes internacionais. Daniel Waterhouse, sócio da Balderton, enfatiza a importância de manter o equilíbrio em um setor volátil.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O resultado foi proveniente de um investimento inicial de £ 1 milhão na fintech, que fez parte do quinto fundo da empresa – representando um retorno de mais de 25 vezes os US$ 305 milhões inicialmente captados, segundo relataram fontes ao Financial Times (FT). Isso sem contar que o fundo manteve ao menos 10% de sua participação no Revolut intacta.

“As melhores empresas continuam desbloqueando oportunidades e sabíamos que Nikolay Storonsky era um empreendedor que faria exatamente isso com a Revolut”, afirmou Daniel Waterhouse, sócio da Balderton que integrou o conselho da Revolut por vários anos, ao FT. “Ele tinha capacidade de levar o negócio para muitos caminhos diferentes.”

O investimento na Revolut foi de longe o melhor feito nos 25 anos de história da Balderton — período em que a gestora captou US$ 5,7 bilhões com seus fundos.

Ao mesmo tempo, esses ganhos foram reforçados por outros ativos do fundo, que vão desde o grupo de energia Fuse, que atingiu uma avaliação de US$ 5 bilhões em dezembro, até a venda da fintech GoCardless por US$ 1,1 bilhão.

Além disso, a britânica Wayve, especializada em direção autônoma, está negociando uma rodada de até US$ 2 bilhões, e a alemã Quantum Systems, fabricante de drones de segurança, triplicou sua avaliação para € 3 bilhões desde o investimento inicial da Balderton, em maio do ano passado.

A aposta da Balderton na Revolut não é recente. A gestora londrina liderou a primeira rodada da fintech em 2015, aportando £ 1 milhão de um total de £ 1,5 milhão investidos, o que levou a avaliação da então startup para a casa dos £ 6,7 milhões.

“A Europa tinha uma vantagem relativa em fintechs, apesar de já ter perdido em outros setores para os Estados Unidos”, afirmou Tim Bunting, ex-sócio do Goldman Sachs que se juntou à Balderton antes do investimento na Revolut, ao FT.

Em seguida, a Balderton também liderou a rodada Série A da Revolut em 2016, quando a empresa captou £ 6,75 milhões com outras gestoras de venture capital e mais £ 1 milhão via crowdfunding, além de participar da rodada Série B de US$ 66 milhões no ano seguinte.

Com os investimentos, o setor financeiro se tornou a grande aposta da gestora, respondendo por quase metade do total investido no quinto fundo. “Não havia qualquer dúvida em nossas mentes de que a oportunidade seria enorme para as fintechs europeias”, afirmou Waterhouse.

A aposta na Revolut ajudou a Balderton, empresa com apenas seis sócios, a se manter no topo do venture capital europeu, ao lado de gestoras gigantes como Index Ventures e Accel. Mas agora o desafio é enfrentar os gigantes internacionais, que estão de olho no desempenho das fintechs europeias.

“A indústria de tecnologia tende a oscilar de forma extrema”, afirmou Waterhouse. “Muitas pessoas se deixam levar pelo hype e pelo drama. Nós somos muito bons em manter o equilíbrio.”



Fonte ==> NEOFEED

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *