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A liquidação do will bank, determinada pelo Banco Central devido à sua insolvência e ao controle do Banco Master, aumentará a conta deixada pelo Master ao sistema financeiro. O will bank, que operava sob Regime Especial de Administração Temporária, foi excluído do processo de liquidação do Master, que ocorreu em novembro.
A fintech, com cerca de R$ 6,5 bilhões em depósitos, não conseguiu cumprir os pagamentos à Mastercard, que executou garantias e adquiriu 31,87% da Westwing.
O Master havia adquirido o will bank em 2024 para expandir sua atuação no varejo, visando integrar produtos e alcançar 10,5 milhões de clientes, com um aporte de R$ 2 bilhões em seu capital.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A conta que o Banco Master deixou para o sistema financeiro vai ficar ainda maior diante da decisão do Banco Central (BC) de liquidar o will bank, um ativo que até então estava fora do processo em execução contra parte da instituição de Daniel Vorcaro.
Segundo a decisão divulgada na manhã de quarta-feira, 21 de janeiro, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento decorre “em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master”.
A autoridade monetária entendeu que uma solução que preservasse o funcionamento do will bank se mostrou inviável após o descumprimento, pela fintech, dos pagamentos dos serviços prestados pela Mastercard.
A situação fez com que a empresa de cartões executasse garantias ligadas às dívidas da fintech, o que fez com que passasse a deter participação de 31,87% na empresa de decoração Westwing.
O will bank tinha sido deixado de fora do processo de liquidação do Master, decretado em novembro, operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET), enquanto se decidia sobre o seu futuro.
Conforme apurou o NeoFeed em outubro, o Master contratou a Laplace para assessorar a venda. Dentre nomes que apareciam como interessados, o Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, era tido como favorito na disputa, segundo reportagens sobre o caso.
Com a decretação da liquidação do will bank, a conta que ficou para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ficou ainda maior. Sem a fintech, o fundo vai arcar com um rombo na casa dos R$ 40 bilhões.
O will bank conta atualmente com cerca de R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo, segundo dados do BC até setembro do ano passado. O valor exato de quanto o FGC terá de arcar não é certo, considerando o limite de pagamento por CPF, estabelecido em R$ 250 mil.
O Master comprou o will bank em 2024, fintech voltada para o público das classes C, D e E, como forma de crescer no segmento de varejo, em que atuava com crédito consignado, especialmente através do Credcesta.
A intenção era integrar os dois produtos, de olho num público de 10,5 milhões de pessoas. Para isso, em janeiro do ano passado, o Master realizou uma injeção de R$ 2 bilhões em seu capital.
Segundo dados do BC, o will bank registra no acumulado do até setembro um lucro líquido de R$ 408,3 milhões, depois de fechar 2024 com lucro líquido de R$ 199 milhões. A carteira de crédito no acumulado até o final do terceiro trimestre soma R$ 6,2 bilhões. Já o patrimônio líquido está negativo em R$ 76,1 milhões.
Fonte ==> NEOFEED

