Dia Internacional realça jovens na construção de sistemas educativos inclusivos

Três garotas sorridentes segurando um cartaz para a campanha "Like Your Sister" nas escolas, defendendo espaços sem violência e justiça de gênero nas escolas.

Pelo Dia Internacional da Educação, marcado no sábado, a iniciativa Educação Não Pode Esperar, ECW na sigla em inglês, destaca o papel fundamental dos jovens na co-criação da educação.

A ONG internacional sublinha que estes não são apenas beneficiários, mas também parceiros essenciais na construção do futuro dos sistemas educativos, especialmente em contextos de crise.

Situações de emergência

Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 234 milhões de crianças e adolescentes que vivem em situações de emergência necessitam urgentemente de acesso a uma educação de qualidade.

O número continua a aumentar à medida que os conflitos se intensificam, os desastres climáticos se agravam e o deslocamento forçado atinge níveis recorde.

© Gerações futuras informadas

Cerca de 234 milhões de crianças e adolescentes necessitam urgentemente de acesso a uma educação de qualidade

O ECW, enquanto fundo global para a educação em contextos de crise, defende que a liderança jovem é central para enfrentar estes desafios.

Os jovens contribuem para iniciativas comunitárias em campos de refugiados e participar no Grupo de Direção de Alto Nível e no Comitê Executivo do ECW. O objetivo é possibilitar o surgimento de ideias inovadoras e perspetivas críticas, construindo assim sistemas educativos resilientes, inclusivos e relevantes, que sejam capazes de responder às necessidades reais das suas comunidades.

Acesso à educação

As crises colocam em risco a segurança, o bem-estar e o futuro das crianças, e os níveis de exclusão do acesso à educação são alarmantes. No Afeganistão, a situação das meninas é particularmente grave, tendo em conta que, pelo quarto ano consecutivo, as alunas continuam impedidas de frequentar a escola além do ensino primário, privando milhões do seu direito à educação.

No Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo, apenas 59% das crianças em idade escolar frequentam a escola. Na Somália e no Sudão, menos de quatro em cada dez crianças em idade escolar têm acesso à educação.

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Pelo quarto ano consecutivo, as alunas afegãs continuam impedidas de frequentar a escola

Para a entidade apoiada pela ONU, estes exemplos ilustram a rapidez com que os sistemas educativos colapsam sob pressão e evidenciam a necessidade de investimentos urgentes, sustentados e adaptados a cada realidade.

Impacto e parcerias locais

Até ao momento, o financiamento do ECW já permitiu apoiar mais de 14 milhões de crianças e adolescentes em contextos de crise, garantindo acesso a educação segura e inclusiva.

As intervenções incluem a promoção da educação na primeira infância, programas de aprendizagem, apoio psicossocial e de saúde mental, alimentação escolar, gestão da higiene menstrual, inclusão de crianças com deficiência, formação profissional e capacitação de professores.

As organizações locais e nacionais, incluindo iniciativas lideradas por jovens, mulheres, refugiados e pessoas com deficiência, desempenham um papel central no trabalho do ECW, assegurando que os programas são criados em parceria com base na experiência e no poder transformador da juventude.

Apelo ao financiamento da educação em crise

Segundo o diretor do ECW, Graham Lang, o custo da inação é frequentemente subestimado. Para o responsável, negar educação a crianças em contextos de crise tem consequências a longo prazo. Lang sublinha que a educação não é uma despesa mas um investimento estratégico e urgente.

O ECW apela a apoios públicos e privados para que seja possível alcançar o objetivo de US$ 600 milhões até 2026, com vista a alcançar 10 milhões de crianças e jovens afetados por crises até 2030.



Fonte ==> United Nations

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