Golpe na calada da noite tenta derrubar presidente que salvou o Grupo Trasmontano da falência

Hospital IGESP

Após três décadas no comando e a um dia de ser reconduzido pela via legal pelo Dr. Miguel Machado, Fernando José Moredo é alvo de manobra velada e assembleia ‘fantasma’ para ser afastado ilegalmente do cargo.

SÃO PAULO – O Grupo Trasmontano, uma das instituições de saúde mais tradicionais do estado, virou palco de uma verdadeira guerra de poder motivada por acusações infundadas e manobras arbitrárias. O pivô da crise é o afastamento injusto e ilegal de seu Presidente Executivo, Fernando José Moredo, homem que está à frente da associação há 30 anos.

Quando assumiu o comando em 1996, Moredo pegou o grupo completamente quebrado e à beira da falência. Sem donos por se tratar de uma associação civil, o empresário de sucesso liderou uma virada histórica: renegociou dívidas, saneou as finanças e expandiu o patrimônio do grupo com aquisições estratégicas, como o Hospital IGESP.

Porém, três décadas de dedicação foram atropeladas por uma retaliação interna e um processo repleto de irregularidades.

A crise começou após uma advogada do setor jurídico, que acompanhava o presidente há 22 anos, exigir ser indicada ao cargo de conselheira vitalícia do grupo. Diante da impossibilidade da indicação, uma briga pessoal foi comprada.

Sem qualquer histórico anterior de irregularidades contra o presidente em 30 anos de gestão, foi articulada uma acusação verbal sem a apresentação de qualquer prova física. Em uma manobra sumária e sem a instauração prévia de um processo administrativo formal que garantisse o direito de defesa, o presidente foi sumariamente afastado.

Diante da ilegalidade, o renomado advogado Dr. Miguel Dante Machado assumiu a defesa do executivo e preparou a ofensiva judicial e administrativa.

Ao analisar os argumentos apresentados pelo Dr. Machado, o Presidente da Assembleia Geral do Grupo Trasmontano, Júlio Miranda, reconheceu os graves vícios do ato. Em decisão monocrática formal, Miranda anulou o afastamento por flagrante desrespeito ao Estatuto Social e ao artigo 59 do Código Civil, que confere exclusividade à Assembleia para destituir dirigentes.

Com a anulação do ato e o restabelecimento imediato de Fernando José Moredo à presidência, a legalidade parecia ter sido restaurada.

A resposta da ala opositora, no entanto, veio à sombra da transparência. Ignorando a recondução oficial feita pela defesa e pela própria presidência da Assembleia Geral, adversários organizaram uma convocação extraordinária de forma velada.

Através de um edital publicado em jornal sem o devido destaque e sem menção ostensiva aos nomes do presidente Fernando José Moredo ou de seu advogado Dr. Miguel Machado, foi articulada uma nova assembleia “na calada da noite”. O objetivo: ignorar as garantias constitucionais e afastar o presidente do cargo novamente, atropelando o Estatuto da instituição.

O caso ganha novos desdobramentos enquanto a defesa prepara novas medidas para combater a manobra e restabelecer a ordem na associação.

Foi instaurado inquérito policial por crimes contra a honra e denunciação caluniosa, bem como estão surgindo outros delitos, e o Ministério Público será oficiado. O Dr. Miguel Silva assumiu a defesa criminal do presidente Fernando José Moredo e, após ser ouvido, afirmou: ‘Tomaremos todas as medidas cabíveis na esfera penal, tendo em vista a enorme gravidade das falsas acusações, das ameaças, entre outros delitos.

“Conseguimos demonstrar a flagrante nulidade dos atos que tentaram afastar o presidente. Qualquer assembleia realizada à revelia da transparência e do direito de defesa é nula de pleno direito, e continuaremos atuando para assegurar que a legalidade e a história de 30 anos de gestão sejam respeitadas”, finalizou o advogado Dr. Miguel Dante Machado.

*Foto Capa: Fachada do Hospital IGESP (Grupo Trasmontano): instituição de saúde no centro da disputa corporativa e de governança. Crédito da foto: Divulgação / Acervo Institucional

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