Poeta e compositora mato-grossense transforma sua escrita em uma mensagem nacional de valorização da vida
A literatura brasileira ganha um novo capítulo de forte significado social. A poeta e compositora mato-grossense Suziene Cavalcante foi convidada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) para criar o “Hino à Vida”, uma canção concebida para integrar ações de valorização da vida e de prevenção ao suicídio durante as campanhas do Setembro Amarelo.
A iniciativa aproxima arte, música e responsabilidade social diante de uma das questões humanas mais delicadas da contemporaneidade: como transformar uma mensagem de esperança em uma experiência capaz de tocar diferentes públicos e estimular o acolhimento.
A resposta da poeta veio pela música.
Com versos que falam de amanhecer, estrelas, esperança, permanência e da importância de pedir ajuda, “Hino à Vida” apresenta uma mensagem essencialmente humana.
“Você nasceu para viver.”
A frase sintetiza o espírito da composição.
Em outro momento, a letra conduz o ouvinte a uma mensagem igualmente direta: ninguém precisa atravessar sozinho os períodos mais difíceis da existência.
UMA TRAJETÓRIA MARCADA PELA POESIA E PELA MÚSICA
O convite para a criação do “Hino à Vida” se soma a uma trajetória em que Suziene Cavalcante vem utilizando a literatura e a composição musical para dialogar com instituições, profissões, símbolos nacionais e grandes temas humanos.
A autora é responsável pela composição do “Hino à Medicina”, apresentado no âmbito do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de trabalhos como o “Hino à OAB Nacional”, o “Hino da Academia Brasileira de Letras”, o “Hino da Academia Internacional de Literatura Brasileira”, o “Hino à Psiquiatria” e obras relacionadas a importantes símbolos e instituições brasileiras, incluindo o Selo Nacional e o Brasão de Armas Nacional.
Sua produção também se caracteriza por uma proposta literária própria: transportar biografias e acontecimentos históricos para a linguagem poética.
Suziene Cavalcante é autora do que denomina um novo gênero literário, as “biografias poéticas”, nas quais trajetórias de personalidades históricas são reconstruídas em versos. Entre os trabalhos estão a biografia poética de Marechal Rondon, de Rui Barbosa e de Tom Jobim.
A mesma proposta é aplicada à história e à memória dos lugares.
A autora desenvolve ainda o conceito de “história em poesia”, levando acontecimentos históricos para a literatura em versos, com trabalhos dedicados à História do Brasil, à História de Mato Grosso, à História de Cuiabá, à História de Rondonópolis e à História de Petrópolis, entre outras produções.
Nesse percurso, a poesia deixa de ocupar apenas o espaço intimista da literatura e passa a funcionar também como instrumento de preservação da memória, educação, identidade cultural e valorização de personagens e instituições.
UMA CANÇÃO PARA ALÉM DO SETEMBRO AMARELO
A proposta artística do “Hino à Vida” pretende ir além de uma composição destinada exclusivamente a uma campanha anual.
A intenção é criar uma obra musical que possa permanecer na memória do público e continuar transmitindo sua mensagem mesmo depois do encerramento das ações do Setembro Amarelo.
A produção deverá ganhar uma dimensão musical grandiosa, com arranjo orquestral, violino, vozes de apoio e interpretação capaz de unir solenidade e acolhimento.
Não se trata apenas de produzir uma música para uma campanha.
Trata-se de criar uma canção que possa permanecer depois que a campanha terminar.
Essa é uma das ideias centrais de “Hino à Vida”: transformar uma mensagem de valorização da vida em memória afetiva e em uma experiência artística capaz de alcançar diferentes gerações.
UMA MENSAGEM DIRIGIDA AO SER HUMANO
A composição busca não se limitar a uma linguagem religiosa, ideológica ou exclusivamente institucional.
Sua mensagem é dirigida ao ser humano.
A quem está sofrendo.
A quem perdeu alguém.
A quem precisa ouvir uma palavra de esperança.
E também a quem pode ser aquela pessoa que escuta, acolhe e ajuda.
Em um país no qual a discussão sobre saúde mental e prevenção do suicídio exige sensibilidade, informação e responsabilidade, a aproximação entre cultura e acolhimento ganha uma dimensão especial.
A música, nesse contexto, pode cumprir uma função que ultrapassa o entretenimento: comunicar, sensibilizar e aproximar pessoas.
DO MATO GROSSO PARA UMA MENSAGEM UNIVERSAL
A trajetória de Suziene Cavalcante também carrega uma forte identidade mato-grossense.
Nascida e criada no interior de Mato Grosso, a autora construiu sua produção literária a partir de uma combinação entre memória, história, espiritualidade, cultura brasileira e experiências humanas universais.
Agora, essa trajetória encontra uma causa cuja linguagem ultrapassa fronteiras regionais.
O “Hino à Vida” nasce com a proposta de falar a pessoas de diferentes lugares, crenças, profissões e histórias pessoais.
Para a poeta, a missão parece encontrar na música uma de suas formas mais naturais de expressão.
Poeta por vocação, compositora por expressão e servidora pública por trajetória, Suziene Cavalcante vem construindo uma obra na qual a palavra procura encontrar grandes causas humanas.
E, agora, sua poesia encontra uma causa essencial:
a própria vida.
“Hino à Vida” nasce, assim, com uma mensagem simples e poderosa: quando a noite parecer longa demais, é preciso permanecer até que o amanhecer chegue.
Porque o amanhecer chega.
E, algumas vezes, uma canção pode ser justamente a voz que alguém precisava ouvir para continuar.

