Como a Lavateria transformou um mercado tradicional com tecnologia, autosserviço e escala nacional
Durante décadas, o serviço de lavanderia no Brasil esteve associado a processos manuais, altos custos operacionais e pouca inovação. Esse cenário começou a mudar de forma acelerada nos últimos anos com a ascensão de um novo modelo de negócio: as lavanderias self-service. À frente dessa transformação está a Lavateria, rede brasileira que vem sendo apontada como a empresa que “uberizou” o serviço de lavanderias no país.
Fundada em 2016, a marca nasceu com uma proposta clara: simplificar um serviço essencial do dia a dia por meio da tecnologia, oferecendo autonomia ao consumidor e um modelo escalável para empreendedores. O conceito se assemelha ao que plataformas digitais fizeram em outros setores, como transporte e hospedagem, ao substituir estruturas engessadas por soluções acessíveis, automatizadas e centradas na experiência do usuário.
Segundo Leandro Silva, fundador e CEO da empresa, a inspiração sempre foi eliminar barreiras. “Nosso objetivo desde o início foi descomplicar. O cliente não quer negociar preço, esperar dias ou depender de terceiros para algo tão básico quanto lavar roupa. Criamos um modelo em que ele tem controle total do processo, paga apenas pelo uso e resolve tudo em poucas horas”, explica.
Tecnologia como base da transformação
O funcionamento das unidades rompe com o padrão tradicional do setor. As lojas operam com máquinas profissionais automatizadas, dispensers de insumos exclusivos da marca e sistemas digitais que orientam todo o processo de lavagem e secagem. Na prática, o consumidor entra, escolhe o serviço, inicia o ciclo e acompanha tudo de forma simples e intuitiva, sem necessidade de atendimento presencial.
Para Leandro, essa autonomia é o que caracteriza a chamada “uberização” do serviço. “Assim como o Uber deu às pessoas liberdade para se deslocar sem depender de táxi ou ligações telefônicas, a Lavateria oferece liberdade para cuidar das roupas no próprio ritmo, com previsibilidade de custo e tempo”, afirma.
Esse modelo reduziu drasticamente a necessidade de mão de obra direta nas unidades, impactando positivamente os custos operacionais e tornando o negócio mais atrativo para franqueados. Ao mesmo tempo, amplia o acesso do consumidor a um serviço antes visto como caro ou pouco prático.

Escala, expansão e mudança de comportament
A aceitação do público foi rápida. Hoje, a rede soma mais de 600 unidades em operação no Brasil e no exterior, com presença em todos os estados brasileiros e expansão internacional já consolidada em Portugal. Em março, a empresa dará mais um passo estratégico em sua internacionalização ao expandir para a Argentina, inaugurando sua primeira unidade no país no início do mês.
O crescimento acelerado acompanha uma mudança clara no comportamento do consumidor urbano, que busca soluções rápidas, funcionais e alinhadas à rotina moderna.
De acordo com o Leandro Silva, o avanço do autosserviço reflete uma tendência irreversível. “O consumidor está mais aberto a modelos autônomos. Ele valoriza conveniência, economia e transparência. A lavanderia self-service deixou de ser novidade e passou a ser uma escolha inteligente”, destaca.
A estratégia de crescimento segue o mesmo racional das grandes plataformas: replicabilidade, padronização e suporte contínuo. Cada nova unidade mantém o mesmo padrão tecnológico e operacional, garantindo experiência consistente ao cliente e segurança ao investidor.
Sustentabilidade e eficiência operacional
Outro pilar do modelo é a eficiência no uso de recursos. As operações utilizam processos que reduzem o consumo de água e energia em comparação às lavanderias domésticas, além de insumos desenvolvidos para alto rendimento. Esse fator tem ganhado relevância tanto para consumidores quanto para franqueados atentos à sustentabilidade e à redução de custos.
Para Leandro, inovação não se limita à tecnologia visível. “Inovar também é tornar o negócio mais eficiente e sustentável. Quando reduzimos desperdícios e otimizamos processos, geramos valor para todos: cliente, franqueado e meio ambiente”, afirma.

O futuro das lavanderias no Brasil e na América Latina
Especialistas em franchising e serviços urbanos apontam que o movimento de “uberização” deve se intensificar nos próximos anos, atingindo setores que ainda operam de forma tradicional. No caso das lavanderias, o caminho já está traçado.
Com a entrada no mercado argentino e planos de expansão contínua na América Latina e Europa, a empresa se consolida não apenas como uma rede de franquias em expansão, mas como um case internacional de transformação de mercado. Ao unir tecnologia, autosserviço e escala, redefiniu a forma como consumidores enxergam o serviço de lavanderia, tornando-o mais acessível, eficiente e alinhado ao estilo de vida contemporâneo.
Como resume seu fundador, o movimento está apenas começando. “Estamos só no início de uma mudança estrutural. O futuro dos serviços passa pela autonomia do consumidor, e a Lavateria nasceu exatamente para isso”.

