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A Brava Energia adquiriu 50% de participação nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III da Petronas por US$ 450 milhões, com pagamento escalonado. A operação inclui um pagamento inicial de US$ 50 milhões, seguido de US$ 350 milhões no fechamento e duas parcelas de US$ 25 milhões em 12 e 24 meses, sujeitas à aprovação do CADE.
Os campos estão na Bacia de Campos, operados pela Petrobras, com produção média de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia em 2025. A aquisição ocorre após a nomeação de Richard Kovacs como novo CEO, que deve trazer uma gestão mais ativa e pragmática, focando na compra e venda de ativos.
A Brava, formada pela fusão entre Enauta e 3R Petroleum, registrou produção média de 81,3 mil boe/d em 2025 e lucro líquido de R$ 120,7 milhões no terceiro trimestre. A alavancagem da empresa caiu de 3,1 para 2,3 vezes Ebitda.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Brava Energia anunciou a compra de 50% de participação nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III, atualmente pertencentes à Petronas Petróleo Brasil, em uma transação avaliada em US$ 450 milhões.
O pagamento da transação será feito de forma escalonada. Do total de US$ 450 milhões, US$ 50 milhões foram pagos na assinatura do contrato, enquanto US$ 350 milhões serão desembolsados no fechamento da operação. Outras duas parcelas de US$ 25 milhões cada serão pagas em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio, sujeitas à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Os campos de Tartaruga Verde e o Módulo III de Espadarte estão localizados na porção sul da Bacia de Campos, em lâminas d’água que variam entre cerca de 700 e 1.620 metros, com reservatórios a aproximadamente 3.000 metros de profundidade.
Os ativos são operados pela Petrobras, que mantém os outros 50% de participação, por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, em operação desde 2018.
Atualmente, o complexo conta com 14 poços produtores e registrou produção média de cerca de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia em 2025, considerando a totalidade dos ativos.
A aquisição ocorre dias após a companhia ter anunciado, na segunda-feira, 12 de janeiro, a troca no comando, com a substituição de Décio Oddone por Richard Kovacs, que exercia a presidência do Conselho de Administração. No lugar de Kovacs, Alexandre Cruz será o novo chairman.
A mudança será efetivada no início de fevereiro, com o processo de sucessão se estendendo até o dia 31 de janeiro. A expectativa do mercado é de que a chegada de Richard Kovacs inaugure uma fase de gestão mais ativa na Brava Energia, com maior foco na compra e venda de ativos e na revisão do portfólio.
Analistas veem a mudança no comando como um sinal de maior pragmatismo financeiro, com atenção à geração de caixa, desalavancagem e monetização de campos maduros, em linha com uma estratégia mais dinâmica de alocação de capital.
“Richard Kovacs traz profundo conhecimento da base de ativos, e seu alinhamento com a Queiroz Galvão deve preservar a continuidade estratégica ao mesmo tempo em que acelera a execução”, diz o BTG Pactual em relatório.
Analistas do Santander também acreditam que a troca de CEO reduz o risco de desalinhamento entre a administração e os acionistas, dado que a Jive, ao lado da Queiroz Galvão e Ebrasil, detém cerca de 21% da empresa.
Formada pela fusão entre Enauta e 3R Petroleum, a Brava Energia encerrou o quarto trimestre de 2025 com produção média de 76,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), segundo dados preliminares divulgados ao mercado.
No acumulado de 2025, a companhia registrou produção média de 81,3 mil boe/d, avanço de 46% em relação ao ano anterior, com destaque para os campos de Papa-Terra e Atlanta, que alcançaram seus melhores resultados históricos de produção e eficiência operacional.
No terceiro trimestre de 2025, a Brava Energia registrou lucro líquido de R$ 120,7 milhões, após um resultado financeiro pressionado por despesas associadas à antecipação de recebíveis e ao custo da dívida. A alavancagem recuou de 3,1 vezes Ebitda para 2,3 vezes em dólar. O resultado do 4º trimestre está previsto para 11 de março. Na Bolsa, a companhia tem valor de mercado de cerca de R$ 8,16 bilhões.
Fonte ==> NEOFEED

