Com R$ 20 bilhões, Faros vira gestora de patrimônio e acirra a disputa dos family offices

Juliana Sanfins, diretora de operações e negócios, e Felipe Bichara, CEO da Faros MFO

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A Faros também incorporou duas consultorias de investimento, aumentando sua base de clientes e serviços. O mercado de wealth está em expansão, e a Faros busca atrair clientes de private banking, oferecendo uma visão isenta do patrimônio. A empresa investiu em tecnologia para automatizar processos e fortalecer sua operação offshore.

Com essa estrutura, a Faros se posiciona para competir com grandes gestoras de patrimônio e planeja continuar seu crescimento até 2026, focando na fidelização e sustentabilidade do grupo.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Se antes a Faros atuava como consultoria de investimento, agora passa a oferecer também a opção de gestão discricionária, não precisando mais do aceite do cliente para fazer as execuções de alocação do portfólio, o modelo mais usado pelos grandes family offices do País.

Com isso, a gestão ganha agilidade, além de poder oferecer a estrutura de fundos exclusivos e acesso a operações mais complexas. Outro ponto é que muitos bancos ainda não trabalham com consultorias, gerando grande fricção para a gestão em suas plataformas.

“No decorrer do tempo, fomos construindo uma relação com as famílias, de muita credibilidade, de confiança, e eles queriam esse tipo de atendimento. Era um caminho natural”, diz Felipe Bichara, CEO Wealth da Fami capital, que engloba a Faros, Persevera e Hollander, ao NeoFeed. “Com isso ganhamos em complementaridade de serviços e eficiência operacional.”

A princípio, os clientes eram captados dentro do próprio ecossistema da assessoria, que continua sendo uma importante fonte de crescimento, mas não mais única. Hoje, a Faros atende com um tíquete mínimo de R$ 25 milhões cerca de 130 famílias um volume de R$ 20 bilhões sob consultoria e gestão, entre gestão onshore e offshore, o que representa crescimento de cerca de 15% no último ano.

O crescimento inorgânico foi crucial para este resultado. A Faros incorporou no fim do ano passado duas consultorias de investimento: a Ivest e Denarius, trazendo não só sócios para a empresa como cerca de R$ 1 bilhão sob consultoria. Outras conversas estão em andamento.

“Temos sido muito procurados por outras consultorias por termos um ecossistema robusto de serviços. E agora ainda mais com a gestora de patrimônio. Eles entendem que é melhor ser sócio de uma grande empresa do que dono de uma pequena que pode não competir”, afirma Bichara.

Juliana Sanfins, diretora de operações e negócios, e Felipe Bichara, CEO da Faros Multi Family Office

O pano de fundo é um mercado de wealth em franca expansão, com mais competição por grandes fortunas e com bancos reagindo para não perder terreno dos independentes. Assim, pequenas consultorias que funcionavam como family offices boutiques, estão vendo que precisam estar dentro de um ecossistema mais robusto para sobreviver.

“Há muitas oportunidades de consolidação. Mas somos cautelosos vendo o que de fato tem fit com a nossa operação. Mesmo assim, é uma avenida importante de crescimento”, diz Bichara.

Para navegar em mar aberto

O tamanho e musculatura da operação da Faros também têm atraído clientes de private banking de grandes bancos, que estão em busca de um family office.

“As grandes fortunas têm sempre de dois a três bancos e já entenderam que precisam de alguém de fora para cuidar disso, de forma isenta, crescendo o entendimento pelo conceito de family office”, afirma Juliana Sanfins, diretora de operações e negócios da Faros

Ainda como fortalecimento do ecossistema e serviços prestados para ganhar destaque no mercado, a Faros internalizou no fim do ano passado o serviço de wealth planning, trazendo a advogada Mariana Pavani para liderar a área.

Outra frente é a tecnologia. A empresa investiu ao longo do ano passado para ter um sistema de consolidação próprio e assim automatizar processos manuais e melhorar velocidade e acurácia, reduzindo a dependência humana em processos.

“A tecnologia está nos ajudando para que a gente fique mais rápido e mais assertivo. De forma que a gente consiga gerir um maior volume de clientes com a mesma qualidade”, diz Bichara.

Uma vertical que já existia, mas que vem ganhando cada vez mais relevância, é o braço offshore, com a operação em Miami, presente desde 2022 quando foi comprado o RIA (Registered Investment Advisor) Hollander.

“As famílias agora veem o offshore como estrutural, e não mais uma operação tática, não esperam mais o melhor câmbio. Querem ter uma operação diversificada no exterior e com plataformas de placa, como grandes bancos americanos”, diz Sanfins.



Fonte ==> NEOFEED

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