O consumo de energia no Brasil tem crescido e deve exigir do governo federal uma contratação maior do que a prevista inicialmente no leilão de potência firme marcada desta quarta-feira (18).
Segundo dados da consultoria global de energia PSR Energy Consulting, há elevação de quase 4,5 GWm na demanda média mensal do SIN (Sistema Interligado Nacional).
O Ministério de Minas e Energia avalia reduzir a tolerância de risco do sistema energético de 5% para até 2%. Nesse cenário, a necessidade de contratação de potência variaria entre 19,9 GW e 54 GW, a depender das premissas adotadas. O leilão está previsto será nesta.
A parcela destinada a baterias no leilão é ponto de disputa no setor. Entidades ligadas à tecnologia têm pressionado por uma fatia maior do montante a ser contratado. Especialistas reconhecem o potencial das baterias para absorver excedentes de energia solar e eólica, mas recomendam cautela na adoção do modelo.
O fundador do CBIE )Centro Brasileiro de Infraestrutura), Adriano Pires, defende que os leilões de potência firme têm como função garantir segurança energética e que as usinas térmicas seguem como a opção mais confiável para esse fim.
Para Pires, as baterias ainda não têm maturidade para sustentar o sistema elétrico e as térmicas oferecem mais garantia de operação — o que, segundo ele, é o critério central dos leilões de energia.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Fonte ==> Folha SP
