Quando reestruturação, tecnologia e capital se encontram para reinventar empresas sob pressão
Kleber Almeida não começou a carreira sentado em conselho de banco, mas no front da crise. Em 2008, enquanto muitos executivos evitavam empresas em recuperação, ele escolheu justamente a área de Recuperação Judicial da Avis Brasil, tornando-se um dos pioneiros desse segmento no país.
Essa escolha, que parecia pouco glamourosa, hoje sustenta um dos ecossistemas financeiros mais completos do mercado corporativo brasileiro: o Grupo SOGNO, resultado do rebranding da Foster Capital, holding focada em gestão, consultoria e securitização com alta especialização em operações distressed
Formado em Administração, com pós-graduação em Controladoria e Finanças pela FGV e especialização em Indústria 4.0 pela FAAP, Kleber construiu uma carreira que sempre transitou entre finanças tradicionais e tecnologia. Atuou em posições estratégicas em BaaS e cibersegurança, atendendo nomes como Finasa, BCN, Bank Boston, Itaú e HSBC, e integrou o Comitê Estratégico da VISA em Dallas, experiência que refinou sua visão sobre risco, crédito e infraestrutura de pagamentos em escala global.
Hoje, como membro da Turnaround Management Association (TMA) no Brasil, ele leva essa base técnica para um contexto ainda mais sensível: empresas sob pressão de caixa, endividadas, com passivos relevantes e alta exposição a risco de imagem.
Por mais de 12 anos, a Foster Capital construiu uma trajetória sólida em consultoria financeira e gestão empresarial, apoiando empresas em momentos de crescimento e reestruturação. Mas 2024 trouxe um choque raro até para quem atua em crise: episódios de má condução em negociações, rupturas internas e perda de clientes estratégicos colocaram a operação sob forte pressão.
A resposta não foi abandonar o jogo, e sim encarar o problema de frente. A Foster precisou reduzir custos fixos, reestruturar áreas-chave e rever sua proposta de valor, ao mesmo tempo em que lidava com instabilidades externas, novas perdas e impactos reputacionais perante o mercado, fundos e instituições financeiras.

É nesse contexto que nasce a decisão mais importante da carreira de Kleber: o rebranding de Foster Capital para Grupo SOGNO.
“Sogno”, em italiano, significa “sonho”, mas aqui não há ingenuidade. O Grupo SOGNO é uma holding estruturada para integrar soluções de gestão, consultoria e securitização com foco em inteligência estratégica, performance e segurança financeira.
Mais do que captar novos recursos, R$790 milhões em 2022, R$385 milhões em 2023 e R$1,01 bilhão em 2024, o grupo passou a ser reconhecido pela capacidade de lidar com passivos complexos e negociações hostis, em um mercado onde poucas casas têm apetite para operações realmente distressed.
O rebranding deu origem a um ecossistema com três pilares complementares:
Sognare – “sonhar”
Unidade de consultoria estratégica e financeira, responsável por planejamento, PRJ/PRE, gestão de passivos e M&A. É aqui que nascem os planos que convertem empresas à beira do colapso em casos de recuperação estruturada.
SOLID BANK – “dinheiro com lastro”
Braço de securitização e crédito estruturado, especializado em FIDCs, operações de crédito corporativo e renegociação de passivos distressed. Em vez de apenas “trocar dívida por dívida”, o foco é reorganizar o fluxo de caixa, redesenhar prazos e criar soluções que façam sentido para credores e devedores.
Sogna – “sonha”
Unidade de gestão e operação, responsável por BPO financeiro, due diligence e relatórios com Business Intelligence (BI). Usando ferramentas como a NAG, o grupo transforma dados de múltiplas fontes em painéis claros e acionáveis, apoiando decisões tanto de captação quanto de reestruturação.
Se os números de captação impressionam, é na gestão de passivos que o Grupo SOGNO testa sua real competência. A combinação entre experiência em recuperação judicial/extrajudicial, negociação de passivos “hostis” e uso de tecnologia de dados permite atuar em cenários onde, muitas vezes, a alternativa seria simplesmente a liquidação.

Kleber Almeida – CEO do Grupo SOGNO
Para empresas em situação crítica, isso significa ganho de tempo, renegociação de prazo, redução de custo financeiro e preservação de ativos estratégicos. Para o mercado, significa um player capaz de absorver complexidade em momentos de alta volatilidade.
Hoje, o Grupo SOGNO se apresenta como um ecossistema de soluções em gestão, consultoria e securitização, criado para impulsionar negócios com inteligência estratégica, performance e segurança financeira, simplificando o complexo universo financeiro e transformando-o em oportunidades reais de evolução.
Para Kleber Almeida, o rebranding não foi apenas uma troca de nome, mas um reposicionamento de tese: sair de uma consultoria tradicional para uma holding capaz de cuidar ao mesmo tempo da captação e dos passivos, usando dados, tecnologia e experiência acumulada em mais de duas décadas de crise e recuperação.
“Somos especialistas em renegociações distressed porque vivemos isso desde 2008. Credores hostis viram parceiros com plano sólido, BI preciso e experiência TMA. É onde transformamos crise em yield sustentável, agora na Argentina, Costa Rica e Walmart regional desde Q4 2025” – finaliza Kleber Almeida, CEO do Grupo SOGNO.
