Espanhola Repsol e italiana Eni buscam US$ 6 bi em dívidas na Venezuela. Trump não deve ajudar

Espanhola Repsol e italiana Eni buscam US$ 6 bi em dívidas na Venezuela. Trump não deve ajudar

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A deposição de Nicolás Maduro na Venezuela gerou expectativas de um ambiente de negócios mais favorável, mas a experiência da Eni e da Repsol indica que os EUA priorizam companhias americanas.

Ambas as empresas europeias buscam US$ 6 bilhões em pagamentos do regime venezuelano, mas oficiais americanos mostraram-se indiferentes ao pleito, reforçando a filosofia “America First”.

Eni e Repsol, que fornecem gás e nafta para o país, enfrentam dificuldades após os EUA cortarem pagamentos em petróleo bruto e revogarem licenças de operação para empresas estrangeiras. Apesar de tentativas de lobby, suas demandas não estão entre as prioridades de Washington.

Trump afirmou que o objetivo dos EUA é abrir as reservas de petróleo da Venezuela para empresas americanas, prometendo investimentos significativos na infraestrutura do setor.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A deposição de Nicolás Maduro, na Venezuela, gerou expectativas de que os Estados Unidos tornariam o ambiente de negócios mais favorável ao setor privado. Mas a primeira experiência da italiana Eni e da espanhola Repsol indica que Washington tende a priorizar companhias americanas.

As duas grandes empresas de energia da Europa lutam para receber US$ 6 bilhões em pagamentos do regime venezuelano. A queda de Maduro trouxe esperança de que a dívida seria finalmente honrada.

Mas fontes ouvidas pelo Financial Times (FT) afirmam que, nas primeiras conversas, oficiais americanos foram indiferentes ao pleito, reforçando a percepção de que a filosofia America First, do presidente Donald Trump, também se aplicará à Venezuela.

Durante anos, Eni e Repsol forneceram gás e nafta ao país. Esses produtos são necessários para diluir o petróleo venezuelano, caracteristicamente mais pesado, facilitando o transporte. As duas companhias também operam um campo de gás na costa, cuja produção abastece o sistema elétrico local.

Até março, Eni e Repsol recebiam pagamentos em petróleo bruto. Mas, com o aumento da pressão sobre Caracas, Washington forçou o corte desses pagamentos, revogando uma licença especial de operação para empresas estrangeiras, antes de isentar a Chevron da regra.

Se continuassem recebendo do regime, Repsol e Eni corriam risco de sanções dos Estados Undos. Diante disso, seguiram fornecendo gás ao mercado venezuelano, acumulando compromissos de pagamento.

As empresas já fazem lobby para reverter a situação, mas não foram atendidas. Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, antes da deposição de Maduro, o CEO da Repsol, Josu Jon Imaz, disse que a companhia estava em contato com autoridades americanas para tentar resolver o impasse.

A Venezuela é um mercado relevante para a Repsol. A empresa possui diversos ativos, sendo seu segundo maior mercado em volume de produção em 2024, atrás apenas dos Estados Unidos e empatada com Trinidad e Tobago. A produção somou 24 milhões de barris de óleo equivalente, 85% em gás natural. O país representa 15% das reservas comprovadas da companhia espanhola.

Mesmo com os Estados Unidos sinalizando que decidirão o futuro da Venezuela, sobretudo no setor de petróleo e gás, os pleitos de Eni e Repsol não parecem estar entre as prioridades.

Uma fonte ouvida pelo FT disse que a Casa Branca não demonstra urgência em resolver a questão dos pagamentos, sugerindo que companhias estrangeiras serão deixadas de lado.

Após o anúncio da captura de Maduro, Trump afirmou que um dos objetivos dos Estados Unidos era abrir as reservas de petróleo da Venezuela – 17,5% das reservas comprovadas do mundo, equivalentes a 303,8 bilhões de barris – para companhias americanas.

“Vamos extrair uma quantidade enorme de riquezas do solo”, disse Trump em coletiva de imprensa em Mar-a-Lago no sábado, 3 de janeiro. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas americanas, as maiores do mundo, vão investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país.”



Fonte ==> NEOFEED

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