28/01/2026
A gestão de ativos empresariais passou a ocupar posição estratégica nas indústrias intensivas em capital, especialmente em setores como energia, mineração, telecomunicações e infraestrutura. Em um cenário de pressão por eficiência, redução de custos e aumento da confiabilidade operacional, soluções de Enterprise Asset Management tornaram se ferramentas centrais para garantir disponibilidade de equipamentos, planejamento de manutenção e governança dos processos produtivos. A digitalização dos ativos deixou de ser tendência e passou a ser requisito competitivo.
O avanço dessas soluções está diretamente ligado à necessidade de integrar dados técnicos, financeiros e operacionais em um único ambiente. Plataformas de gestão de ativos permitem acompanhar o ciclo de vida completo de máquinas e sistemas críticos, antecipar falhas e otimizar investimentos. Grandes grupos industriais têm utilizado essas tecnologias para reduzir paradas não programadas, melhorar indicadores de desempenho e ampliar a previsibilidade das operações, especialmente em ambientes de alta complexidade.
A implementação de sistemas de Enterprise Asset Management exige conhecimento técnico aprofundado e experiência prática em projetos de grande escala. Consultorias especializadas passaram a desempenhar papel relevante nesse processo, atuando na integração entre soluções de gestão de ativos e outros sistemas corporativos, como financeiro, compras e cadeia de suprimentos. A correta configuração dessas plataformas é determinante para que a tecnologia gere valor real e não se torne apenas mais um sistema isolado.
Experiências recentes no mercado ilustram esse movimento. O consultor e empresário Janse Romero Borcari atua há décadas na implementação de soluções de gestão de ativos em grandes indústrias, com projetos realizados no Brasil e no exterior. Segundo ele, a eficiência operacional só é alcançada quando a tecnologia está alinhada à realidade do negócio e aos processos das equipes. A adoção de ferramentas como o IBM Maximo precisa ser acompanhada por governança, capacitação e desenho adequado dos fluxos de trabalho para gerar resultados consistentes.

Janse Romero Borcari
Outro aspecto relevante é a atuação internacional das consultorias brasileiras nesse segmento. A exportação de serviços especializados em gestão de ativos demonstra a maturidade técnica alcançada por profissionais do país. Projetos realizados em mercados como Estados Unidos, Europa e América Latina reforçam a competitividade do conhecimento brasileiro em tecnologia industrial e ampliam a presença do país em cadeias globais de valor.
Além da eficiência operacional, a gestão de ativos contribui para conformidade regulatória e sustentabilidade. O controle preciso de manutenção, inspeções e histórico dos equipamentos facilita auditorias, reduz riscos e apoia decisões estratégicas de longo prazo. Em setores regulados, essa visibilidade se torna essencial para garantir segurança, continuidade operacional e alinhamento às exigências legais.
À medida que a indústria avança em direção a modelos mais digitais e integrados, a gestão de ativos empresariais tende a ganhar ainda mais relevância. Organizações que investem em soluções robustas e em parceiros especializados conseguem transformar dados em inteligência operacional. O movimento indica que eficiência, governança e tecnologia caminham juntas como pilares do crescimento industrial sustentável.

Karoline Kantovick
Jornalista, pós-graduada em Marketing Digital e mestranda em Comunicação, atua há 14 anos com assessoria de imprensa. Ao longo da carreira, já atendeu mais de 300 contas em diferentes segmentos, desenvolvendo estratégias de visibilidade e relacionamento com a mídia.
