08/01/2026
O mercado da estética, apesar do crescimento consistente nos últimos anos, enfrenta um cenário de alta competitividade, informalidade e fragilidade na gestão financeira. Clínicas e estúdios liderados majoritariamente por mulheres têm sido impactados por aumento de custos, baixa previsibilidade de faturamento e ausência de planejamento estratégico, fatores que colocam muitos negócios à beira da falência. Diante desse contexto, métodos estruturados de reorganização financeira e gestão começam a ganhar espaço como alternativa para preservar operações e promover crescimento sustentável.
Especialistas do setor apontam que a principal dificuldade das empresas de estética não está na técnica, mas na administração. A falta de controle de caixa, precificação inadequada e dependência exclusiva da agenda diária tornam os negócios vulneráveis a oscilações de demanda. Esse cenário impulsionou o surgimento de modelos de gestão específicos para o segmento, focados em organização financeira, posicionamento de mercado e aumento de ticket médio, adaptados à realidade de micro e pequenas empresas.

A adoção desses métodos tem permitido que clínicas revisem processos, diversifiquem fontes de receita e construam previsibilidade. Estratégias como padronização de serviços, criação de programas recorrentes e fortalecimento da gestão comercial passaram a ser incorporadas por empreendedoras que antes operavam de forma intuitiva. O resultado observado é a redução do risco de encerramento das atividades e a retomada gradual do crescimento, mesmo em ambientes econômicos adversos.
Dentro desse movimento, iniciativas desenvolvidas por profissionais com experiência prática no setor têm contribuído para estruturar modelos replicáveis. A empresária Kadija Oliveira Silva, que atua há mais de uma década na estética, observa que muitos negócios entram em crise não por falta de clientes, mas por ausência de método. Segundo ela, a reorganização financeira aliada a mudanças de mentalidade empreendedora é determinante para que empresas consigam sair de situações críticas e reconstruir margens de lucro de forma consistente.

Outro fator relevante é o impacto desses métodos na geração de empregos e na formalização do setor. Clínicas que conseguem se reestruturar ampliam equipes, investem em capacitação e passam a operar com maior estabilidade. Kadija destaca que, ao aplicar modelos de gestão focados em faturamento e estrutura, empresas antes próximas do fechamento conseguiram retomar crescimento e ampliar suas operações, demonstrando que o problema central muitas vezes está na gestão e não no mercado em si.
A profissionalização da estética acompanha uma tendência observada em outros segmentos de serviços, nos quais o conhecimento técnico precisa caminhar ao lado da gestão empresarial. O aumento da concorrência e a maturidade do consumidor exigem negócios mais organizados, com visão estratégica e capacidade de adaptação. Métodos de recuperação financeira específicos para o setor surgem, assim, como resposta a um mercado que deixou de tolerar improviso.
À medida que o setor de estética avança, cresce também a demanda por soluções que garantam sustentabilidade econômica a longo prazo. A consolidação de modelos de gestão voltados à recuperação financeira indica uma mudança estrutural no segmento, no qual sobrevivem e prosperam os negócios capazes de unir técnica, estratégia e controle financeiro. Em um mercado cada vez mais competitivo, a adoção desses métodos se torna não apenas diferencial, mas condição para a continuidade das empresas.

Karoline Kantovick
Jornalista, pós-graduada em Marketing Digital e mestranda em Comunicação, atua há 14 anos com assessoria de imprensa. Ao longo da carreira, já atendeu mais de 300 contas em diferentes segmentos, desenvolvendo estratégias de visibilidade e relacionamento com a mídia.

