Pedro Zinner deixa o comando da Stone. Mateus Scherer assume como novo CEO

Pedro Zinner deixa o comando da Stone. Mateus Scherer assume como novo CEO

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Pedro Zinner deixará o cargo de CEO da Stone após três anos, passando a ser chairman da empresa. Mateus Scherer, atual CFO, assumirá como novo CEO no fim de março. Zinner será indicado para o conselho de administração e, posteriormente, para a presidência do colegiado.

O foco do novo CEO será expandir a atuação da Stone em banking e crédito, com a meta de alcançar R$ 5,5 bilhões na carteira de crédito até 2027. A Stone já registrou um crescimento significativo nesse segmento, passando de R$ 300 milhões em 2023 para R$ 1,2 bilhão em 2024.

Na divisão bancária, a empresa alcançou R$ 9 bilhões em depósitos, com previsão de R$ 14 bilhões até 2027. Zinner destacou a venda da Linx como uma decisão importante para simplificar a operação da Stone.

A transição de liderança está sendo feita de forma planejada, sem interferência na gestão de Scherer. No terceiro trimestre de 2025, a Stone reportou lucro líquido ajustado de R$ 641,5 milhões.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Três anos depois de assumir a gestão da Stone, Pedro Zinner deixa o cargo de CEO e migra para o conselho de administração. Em seu lugar, assume Mateus Scherer, atual CFO e diretor de relações com investidores da empresa.

A mudança no comando será efetivada no fim de março. No início de abril, Zinner será indicado para voltar a integrar o conselho de administração e, na sequência, assumir a presidência do colegiado. Com isso, Mauricio Luchetti retorna para a posição de membro do conselho.

A principal missão do próximo CEO, a partir de agora, é o de ampliar a atuação da companhia, ainda muito forte no setor de pagamentos, para as áreas de banking e crédito. Segundo ele, a ideia é seguir a execução do plano traçado até 2027.

“A companhia tem um direcionamento estratégico muito claro e há muito tempo que é de sair de ser apenas provedor de pagamentos para se tornar uma plataforma completa de serviços financeiros para o empreendedor”, diz Scherer, em entrevista ao NeoFeed.

“E quando olhamos para as outras áreas além do setor de pagamentos, ainda somos pequenos e enxergamos uma enorme avenida de crescimento. Queremos ter a mesma relevância em todos esses segmentos”, complementa.

A afirmação de Scherer está ancorada no resultado da companhia, até aqui, nestas áreas, que ainda têm potencial de crescimento para atingir a meta desenhada para os próximos dois anos.

Na carteira de crédito, por exemplo, a Stone tem como horizonte alcançar R$ 5,5 bilhões até o fim de 2027. No balanço do terceiro trimestre de 2025, essa conta ultrapassou R$ 2,3 bilhões.

O salto já foi grande nos últimos dois anos: em 2023, o volume alcançado foi de R$ 300 milhões, passando para R$ 1,2 bilhão em 2024. Somente neste período, o crescimento na carteira foi acima de 600%.

Na visão do próximo CEO, é possível avançar em pouco mais de R$ 3 bilhões neste segmento nos próximos 23 meses, apesar do cenário macroeconômico desafiador, com a taxa de juros a 15% ao ano. “O importante é olhar o filme e entender como a gente avançou”, diz Scherer.

Na divisão bancária, a Stone chegou a R$ 9 bilhões em saldo de depósitos, segundo balanço do terceiro trimestre de 2025, alta de 32% sobre o mesmo período do ano anterior. O guidance para o fim de 2027 prevê um montante de R$ 14 bilhões em contas.

Para Zinner, que entrou na companhia em março de 2022, como membro do conselho, e como CEO a partir de março de 2023, a decisão de vender a Linx por R$ 3,05 bilhões para a Totvs, em junho do ano passado, com um deságio de 54% sobre o valor pago, foi uma das ações mais relevantes em seu período à frente da empresa.

“Vínhamos tentando fazer a integração, mas revertemos a ideia. Isso significa que passamos a simplificar a operação da Stone, focando naquilo que consideramos o core da empresa, que é ser uma plataforma financeira diversificada”, diz o futuro chairman.

Além da mudança de Zinner e Scherer, a dança das cadeiras na Stone segue em outros postos, com movimentações entre quadros que já atuam na empresa. Diego Salgado, atual diretor de tesouraria, será o novo CFO e diretor de relações com investidores. Lia Matos, responsável pela estratégia, deixa a empresa.

Sandro Bassili, que ainda está à frente da operação da Linx, passará a ser COO da Stone logo após o fechamento da transação, que, segundo a empresa, está próxima, mas ainda não tem prazo para ocorrer.

Na visão do ainda CEO, o processo de transição foi conduzido de uma forma natural e planejada. “Fizemos movimentos importantes agora, mas sem trazer nomes de fora. Isso faz parte da própria maturidade da Stone”, afirma Zinner. “Não houve um fato que deu start a este movimento. Foi um processo.”

Na nova cadeira, Zinner garante que não irá atuar mais diretamente na operação da companhia, sem qualquer tipo de interferência na gestão de Scherer.

“Estabeleci uma relação com o Mateus ao longo destes três anos e sei que ele está preparado para a função. Sempre disse que não dá para ter dois chefs na cozinha. Só há um CEO. Meu papel como presidente será de ajudar nas grandes questões”, afirma.

No terceiro trimestre de 2025, a Stone reportou lucro líquido ajustado de R$ 641,5 milhões, alta de 13% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita foi de R$ 3,6 bilhões, crescimento de 16,5%.

O volume total de pagamentos (TPV) chegou a R$ 140,2 bilhões, alta de 8,8% em relação ao terceiro trimestre de 2024. No segmento de micro, pequenas e médias empresas, principal faixa da Stone, a evolução foi de 10,9%.

Na Nasdaq, as ações da Stone fecharam em queda de 0,4% no pregão de terça-feira, 6 de janeiro. No acumulado de 12 meses, no entanto, os papéis registraram alta de 84,5%. A companhia está avaliada em US$ 4,1 bilhões.



Fonte ==> NEOFEED

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