Petrobras quer autossuficiência em diesel até 2031

Petrobras quer autossuficiência em diesel até 2031

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a empresa busca tornar o Brasil autossuficiente na produção de óleo diesel em cinco anos, atualmente produzindo cerca de 70% da demanda nacional. O plano de negócios já previa um aumento de 300 mil barris/dia, visando 80% de autossuficiência, mas a meta está sendo reavaliada para alcançar 100% nesse período.

Chambriard destacou que a capacidade interna da Petrobras já protege o Brasil de flutuações energéticas internacionais. Para atingir essas metas, a empresa investe na ampliação da Refinaria Abreu e Lima, que terá capacidade aumentada para 300 mil barris/dia, e da Refinaria Duque de Caxias, que passará de 240 mil para 350 mil barris/dia, ajustando as plantas para maximizar a produção de diesel.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira, 1º de abril, que a empresa estuda a possibilidade de tornar o Brasil autossuficiente na produção de óleo diesel em cinco anos. Atualmente, a estatal produz cerca de 70% da demanda brasileira da commodity.

Segundo ela, o plano de negócios atual da Petrobras já previa elevar a produção de diesel em 300 mil barris/dia, atingindo 80% de autossuficiência.

“Diante do novo cenário global, a empresa reavalia a meta para alcançar 100% no mesmo período”, afirmou Chambriard durante o evento CNN Talks Infra Energia para o Futuro, em São Paulo, acrescentando que esse aumento de produção é “uma discussão interna em andamento”, motivada pela capacidade da Petrobras de superar desafios.

A executiva afirmou que a capacidade interna de produção de petróleo e gás da Petrobras já protege o Brasil das flutuações e crises energéticas internacionais, trazendo estabilidade ao mercado doméstico.

“Para o consumidor, significa a certeza de que as volatilidades externas não vão nos assombrar, porque essa é a nossa política”, afirmou, lembrando a dependência de diesel do modal rodoviário, de caminhões em especial. “Para o nosso acionista, é a garantia de um mercado que é talvez o maior mercado consumidor da América Latina.”

Para atingir as metas de autossuficiência em diesel, Chambriard disse que a Petrobras já está investindo na ampliação de refinarias como a Refinaria Abreu e Lima (RNEST), no Complexo de Suape, em Pernambuco, que terá capacidade aumentada para cerca de 300 mil barris/dia.

Além dela, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, passará de 240 mil para 350 mil barris de petróleo/dia. Além disso, as unidades estão sendo ajustadas para maximizar a produção de diesel em detrimento de outros derivados, como óleo combustível.

A presidente da estatal evitou entrar em polêmica sobre controle de preços do diesel, por conta do conflito no Irã. Ela destacou o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 20% do petróleo transportado por dia pelo mundo.

“Se eu tenho um mercado global, onde de 200 mil a 500 mil barris por dia mexem no preço do petróleo com a demanda de 105 milhões de barris por dia, imagina 20 milhões de barris por dia”, disse, referindo-se ao total que passa pela via do Golfo Pérsico.

Chambriard acrescentou uma “instabilidade adicional” ao cenário geopolítico: o presidente americano Donald Trump. “De acordo com monitoramento feito pela empresa, as declarações do presidente Trump fizeram US$ 13 trilhões mudarem de mãos apenas nos primeiros 20 dias da guerra”, disse.

Sobre os planos da empresa, ela ressaltou que a Petrobras está executando um plano estratégico robusto, de US$ 109 bilhões, para expandir sua capacidade de produção de óleo e gás.

“Esta estratégia não apenas reforça nossa posição dominante no mercado nacional, mas também amplia a relevância global da empresa, posicionando o Brasil como um dos dez maiores exportadores e um fornecedor crucial para a Ásia”, acrescentou.

Entre os números apresentados, ela destacou que a produção total da Petrobras (“ProRata”) atingiu um pico recente de 2,92 milhões de barris por dia, marcando um recorde significativo para a companhia.

“A empresa já opera 90% da produção nacional de petróleo e está ampliando sua capacidade de produção de gás e otimizando o uso de novas plataformas offshore para fortalecer a oferta de energia no Brasil”, afirmou, citando que a capacidade de produção de gás offshore atingiu um pico de 52 milhões de metros cúbicos exportados para a costa, um aumento significativo em relação aos 29 milhões de metros cúbicos anteriores.

Paralelamente, a presidente da estatal afirmou que a empresa investe em energia renovável e demonstra seu impacto socioeconômico, reforçando sua centralidade para a segurança energética e o desenvolvimento do Brasil.

“O nosso mote é tudo que for feito, será feito com o melhor da técnica, mas não a qualquer custo, mas com disciplina de capital”, disse, lembrando que a geração anterior à dela na empresa “gostava muito” de petróleo e de gás. “A partir da minha geração, passamos a gostar de dinheiro, por isso precisamos fazer o que tem de ser feito, da melhor forma possível, mas ao menor custo.”



Fonte ==> NEOFEED

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