Será que agora sai a fusão entre Rio Tinto e Glencore, que criaria a maior mineradora do mundo?

Será que agora sai a fusão entre Rio Tinto e Glencore, que criaria a maior mineradora do mundo?

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Rio Tinto e Glencore retomaram negociações para uma fusão que pode criar a maior mineradora do mundo, avaliada em mais de US$ 200 bilhões. As conversas, iniciadas em julho de 2014, ganharam força em 2024, impulsionadas pela alta nos preços do cobre, que atingiram mais de US$ 13,3 mil por tonelada.

A Rio Tinto, com um valor de mercado de US$ 133 bilhões, pode adquirir a Glencore, que vale cerca de US$ 71,6 bilhões. O novo CEO da Rio Tinto, Simon Trott, busca mudanças fundamentais na empresa, enquanto a Glencore planeja expandir sua produção de cobre.

A fusão poderia permitir que as mineradoras aumentassem a produção mais rapidamente do que construindo novas minas. A Rio Tinto tem até 5 de fevereiro para decidir sobre a oferta.

O mercado considera a possibilidade de uma fusão sem carvão, focando em cobre, minério de ferro e alumínio.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Em um processo de discussão que começou em julho de 2014, foi interrompido e voltou a ganhar força em 2024, a Rio Tinto e a Glencore retomaram as negociações que pode criar a maior mineradora do mundo e que teria um valor de mercado acima de US$ 200 bilhões.

O movimento das duas companhias ocorre à medida que a corrida pelo cobre e outros metais impulsiona o retorno da indústria para as grandes aquisições. As empresas confirmaram que as negociações estão em andamento.

Há uma perspectiva para que a Rio Tinto, a maior delas, hoje com market cap de US$ 133 bilhões, compre a Glencore por meio de um acordo judicial, segundo fontes revelaram ao Wall Street Journal.

Os preços do cobre atingiram, nos últimos dias, um valor histórico de mais de US$ 13,3 mil por tonelada, o que evidencia um déficit de mercado que, segundo analistas, poderá chegar a 10 milhões de toneladas até 2040.

Fazer acordos deste tipo pode ajudar as mineradoras a aumentar suas produções mais rapidamente do que construir novas minas, o que normalmente leva anos devido aos obstáculos de licenciamento e corre o risco de estouro de orçamento.

A disposição da Rio Tinto em discutir a negociação com Glencore surge poucos meses depois de a empresa ter reformulado sua equipe de liderança. Em um comunicado inicial aos funcionários, o novo diretor executivo da Rio Tinto, Simon Trott, prometeu mudanças “fundamentais” na empresa. Em dezembro, Trott definiu planos para cortar custos e vender ativos.

“Estamos surpresos que a Rio Tinto tenha se envolvido com a Glencore na fusão, visto que a mensagem para os investidores tem enfatizado a simplicidade”, diz Prasad Patkar, chefe de investimentos qualitativos da Platypus Asset Management, ao WSJ.

Segundo as regras de aquisição do Reino Unido, a Rio Tinto tem até 5 de fevereiro para confirmar se fará uma oferta pela Glencore ou se desistirá do negócio por seis meses. A Glencore tem uma capitalização de mercado de cerca de US$ 71,6 bilhões, de acordo com a consultoria FactSet.

Em dezembro, o diretor executivo da Glencore, Gary Nagle, revelou ao Financial Times que foi ele quem antecipou a retomada das negociações e acrescentou que o setor de mineração precisava de mais escala.

“Faz sentido criar empresas maiores. Não apenas por uma questão de tamanho, mas também para criar sinergias substanciais, gerar relevância e atrair capital”, afirmou o executivo, na ocasião.

A australiana BHP Group, maior mineradora do mundo em valor de mercado (US$ 162 bilhões), recentemente fez uma nova oferta para comprar a Anglo American, proposta que foi rejeitada. No fim de 2025, a Anglo se fundiu com a canadense Teck Resoucers, o que pressionou as demais empresas do setor.

A Glencore já havia feito uma oferta pela Teck e acabou adquirindo seu negócio de carvão em 2024. “A BHP queria os ativos de cobre da Anglo”, afirma relatório do banco de investimentos Jefferies.

“A Anglo queria e acreditamos que provavelmente conseguirá, os ativos de cobre da Teck. E a Rio Tinto considerou uma transação com a Glencore para obter vantagem sobre os ativos de cobre operacionais e seus projetos de expansão”, completa a análise.

A Glencore é a sexta maior produtora de cobre do mundo e a maior produtora de carvão listada em bolsa. O plano de expansão inclui o desenvolvimento de uma nova mina de cobre, na Argentina, o que levaria a uma produção de 1,6 milhão de toneladas de cobre anuais até 2035, praticamente o dobro do nível atual.

A empresa detém participação na mina de Collahuasi, no Chile, um dos depósitos de cobre mais ricos do mundo, além de diversas outras minas, fundições e refinarias de cobre em todo o mundo.

Os negócios de cobre da Rio Tinto incluem a mina de Kennecott, em Utah, nos Estados Unidos, e um projeto há muito adiado no Arizona que, quando entrar em operação, poderá suprir 25% da demanda americana do metal industrial.

Uma das possibilidades vistas pelo mercado é de a Rio Tinto e a Glencore fundirem seus negócios de minério de ferro e carvão em uma empresa listada na bolsa australiana e, em seguida, separarem seus ativos de metais básicos.

Outra possibilidade é que a Glencore se desfaça de seu negócio de carvão, para ser vendida à concorrente. A Rio Tinto, que saiu da indústria do carvão em 2018, busca diversificar suas atividades, reduzindo a dependência do minério de ferro, que representava quase 80% de seus lucros até 2024.

Uma empresa combinada, sem carvão, obteria a maior parte de sua receita com cobre, seguida por minério de ferro e alumínio, afirma a Jefferies. “Não esperamos que a Glencore seja adquirida em uma fusão sem prêmio”, diz o banco.

As ações da Glencore na Bolsa de Londres operam em alta de 10,8% na manhã desta sexta-feira, 9 de janeiro. No acumulado de 12 meses, os papéis têm alta de 25,1%.

Na bolsa australiana, as ações da Rio Tinto registram desvalorização de 6,2% nesta sexta. No cenário anualizado, a empresa acumula alta de 20,1%.



Fonte ==> NEOFEED

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