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O Citi melhorou sua recomendação para as ações da B3, passando de neutro para compra, e elevou o preço-alvo de R$ 19 para R$ 23.
As mudanças se devem ao aumento do fluxo de recursos e à possibilidade de ampliar o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), por conta da decisão do STJ sobre a dedução dos JCP também permitirá uma distribuição maior, resultando em alíquotas efetivas de imposto mais baixas.
Os analistas projetam um crescimento significativo nos lucros, com revisões de 17% para 2026 e 13% para 2027, destacando que o volume médio diário negociado no primeiro trimestre foi 60% superior ao de 2025.
O Citi projeta um lucro líquido de R$ 6,6 bilhões em 2026. As ações da B3 estavam em alta de 2,14%, com um valor de mercado de R$ 99,8 bilhões.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A combinação de aumento de fluxo e a perspectiva de ampliar o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), com efeitos positivos sobre a base tributária, melhorou significativamente a visão do Citi em relação à B3.
Os analistas do banco americano elevaram a recomendação para as ações da operadora da Bolsa brasileira de neutro para compra e o preço-alvo de R$ 19 para R$ 23, diante dos efeitos que esses fatores terão sobre os resultados da companhia e a tese da empresa – o papel abriu o pregão de sexta-feira, 10 de abril, aos R$ 19,16.
“A revisão para cima é sustentada por significativas revisões ascendentes das projeções de lucros de 17% para 2026 e 13% para 2027”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Brian Flores, Gustavo Schroden e Arnon Shirazi.
No caso dos JCP, os analistas citaram a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomada no fim do ano passado. Os ministros entenderam que é possível a dedução dos JCP da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), quando apurados em exercício anterior ao da decisão de assembleia que autoriza o seu pagamento.
Na prática, essa medida abre caminho para distribuir JCP em patamares maiores que os praticados até então pela empresa, além de resultar em um “escudo tributário” relevante, reduzindo a alíquota efetiva.
“Historicamente, a B3 distribuiu JCP abaixo do limite máximo, que permite o payout de até 50% do lucro antes da incidência de impostos”, diz trecho do relatório. “Nós projetamos que o total de JCP a ser distribuído em 2026 e 2027 será de R$ 6,3 bilhões e R$ 6,7 bilhões, respectivamente, resultando em uma alíquota de imposto efetiva de 20% e 24%, ante a alíquota de 37% para empresas.”
A decisão do STJ veio em um momento em que a Bolsa vê o fluxo de recursos aumentar, com os estrangeiros reduzindo sua exposição aos Estados Unidos e se mostrando interessados em alocar em mercados emergentes.
Os analistas do Citi afirmam que o volume médio diário negociado (ADTV, na sigla em inglês) do primeiro trimestre foi 60% superior à média registrada em 2025, indicando uma tendência positiva para o acumulado do ano.
Essa situação fez os analistas revisarem para cima a projeção para o ADTV em 3% e projetarem lucro líquido de R$ 6,6 bilhões em 2026 e R$ 6,8 bilhões em 2027, 19% e 13% acima da média das projeções coletadas pela Bloomberg, respectivamente.
“Nós projetamos que a receita com mercados crescerá 25%, em base anual, no primeiro trimestre e 19% no acumulado do ano, resultando em uma margem Ebitda de 71% em 2026”, diz trecho do relatório.
“Nós esperamos que a companhia apresente resultados robustos no primeiro trimestre, com lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão, alta de 26% em base anual, com ADTV de R$ 39,8 bilhões”, complementa.
O Citi passou a projetar que as ações da B3 negociem a um P/L de 15 vezes em 2026 e 14,5 vezes em 2027, com um dividend yield de 6,4%.
Por volta das 12h, as ações da B3 subiam 2,14%, a R$ 19,57. No ano, os papéis acumulam alta de 45,4%, levando o valor de mercado a R$ 99,8 bilhões.
Fonte ==> NEOFEED

