JHSF compra empresa de infraestrutura aeroportuária em Miami e aumenta sua força internacional

JHSF compra empresa de infraestrutura aeroportuária em Miami e aumenta sua força internacional

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O CEO Augusto Martins destaca que a estratégia é acompanhar os clientes de alta renda, especialmente porque o Opa-Locka Executive Airport é um destino frequente para usuários do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo.

A empresa planeja implementar serviços de imigração internacional e expandir a infraestrutura de hangaragem no ativo adquirido. Além disso, a JHSF está atenta a novas oportunidades na aviação executiva.

A divisão de aviação executiva, por sua vez, é parte da estratégia de diversificação da JHSF, que também inclui áreas como hospitalidade e gastronomia, que já estão mais avançadas com negócios fora do País.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Depois de iniciar uma expansão internacional por meio da sua divisão de hospitalidade e gastronomia, a JHSF, grupo de real estate e de negócios de lifestyle centrado na alta renda, está conectando mais um outro braço das suas operações a essa estratégia: a aviação executiva.

A companhia anunciou na manhã desta segunda-feira, 27 de abril, a aquisição da Embassair, operação de aviação executiva localizada no Opa-Locka Executive Airport, em Miami, um dos principais hubs nesse segmento no estado da Flórida e também nos Estados Unidos.

“Nossa tese é sempre buscar ir para onde o cliente de alta renda vai”, diz Augusto Martins, CEO da JHSF, ao NeoFeed. “E, com esse passo, estamos fincando a bandeira de mais um negócio da JHSF num destino bastante relevante desse público e com muitas sinergias com a nossa operação.”

Em uma dessas sinergias, ele ressalta o fato de o Opa-Locka Executive Airport ser um dos principais destinos dos clientes que voam a partir do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, a operação, até aqui, que concentrava as atividades da JHSF nesse espaço. Além disso, a aquisição complementa o ciclo do cliente do grupo em Miami. Afinal, o Fasano Miami deve ser inaugurado em 2027.

Essa divisão, por sua vez, é uma das vertentes de renda recorrente da JHSF, tese que começou a ganhar mais espaço no grupo a partir do início de 2024, período que coincidiu com a nomeação de Martins como CEO da companhia. E que também está sendo reforçada com essa aquisição.

No saldo mais recente dessa estratégia de diversificação para além do negócio de incorporação, as unidades de renda recorrente registraram uma receita líquida de R$ 1,3 bilhão em 2025, alta de 26,6% sobre um ano antes. No período, a receita total do grupo cresceu 116,4%, para R$ 3,47 bilhões.

As divisões de renda recorrente também apuraram um lucro líquido de R$ 968,9 milhões, o que representou um salto anual de 45%. Parte desse bolo, a divisão de aeroporto teve receita líquida de R$ 254,4 milhões no ano, alta de 38,9%. E um lucro de R$ 143,3 milhões, um avanço de 211,2%.

No centro dessa unidade de negócios e do crescimento dessa demanda, o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo concluiu, em 2025, a quinta expansão da sua capacidade, que já está integralmente ocupada. E anunciou uma nova etapa de ampliação da sua estrutura para esse ano.

Augusto Martins, o CEO da JHSF, tem liderado a expansão do grupo

Agora, esses planos de expansão se estendem também à aquisição da Embassair. A começar pela implementação, no curto prazo, do serviço de imigração internacional diretamente no terminal da empresa, assim como já acontece no São Paulo Catarina Aeroporto Executivo.

“Também vamos ampliar a estrutura de hangaragem para aumentar a quantidade de aeronaves que voarão conosco nessa operação”, diz Martins. Já em operação 24×7, o ativo inclui hoje serviços de abastecimento e de atendimento a passageiros, além de infraestrutura de hangaragem com cerca de 5,5 mil metros quadrados.

Primeira unidade de negócios da JHSF a alçar voo além do Brasil, a divisão de hospitalidade e gastronomia, por sua vez, também vem apertando o passo nessa estratégia em outras fronteiras, consolidada por meio da marca Fasano.

Em 2010, o Uruguai foi justamente o palco da primeira incursão internacional do grupo, com o Las Piedras. Essa expansão começou a ganhar mais fôlego, porém, a partir de 2022. Hoje, a JHSF tem 11 hotéis em operação, dois deles fora do País, e outros 8 em desenvolvimento – 6 deles no exterior.

Martins observa que o Enjoy Punta del Este, o empreendimento mais recente nesse portfólio, também carrega em seu projeto de expansão outras unidades de renda recorrente da JHSF, como as divisões de shoppings e de clubes.

Ele também não descarta novos acordos na aviação executiva após essa estreia no “espaço aéreo” internacional. “Essa indústria vem crescendo fortemente e a aviação executiva brasileira já é a segunda maior frota do mundo”, diz. “Então, vamos olhar novas possíveis localidades para avançar nessa expansão.”

Em paralelo, a divisão em questão também tem abrigado a expansão da JHSF para outras áreas. Em outubro de 2025, a o grupo anunciou a compra de uma fatia majoritária da BYS International, empresa especializada em serviços de charter (locação), administração e compra e venda de iates.

Inicialmente, o negócio foi incorporado à unidade de aeroportos. Mas, assim como os elos desse ecossistema que está sendo construído pelo grupo, a tese é de que a nova frente também é bastante complementar a negócios como o portfólio de hospitalidade.

As ações da JHSF estavam sendo negociadas com ligeira alta de 0,30% por volta das 11h30, cotadas a R$ 13,47, avaliando a empresa em R$ 9 bilhões. No ano, os papéis do grupo registram uma valorização próxima de 70%.



Fonte ==> NEOFEED

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