Um publicitário de 25 anos foi morto a tiros durante assalto na zona sul de São Paulo, na noite de quarta-feira (27). Segundo a polícia, ele foi baleado mesmo após entregar objetos pessoais aos criminosos.
Gabriel Souza Bueno estava em uma moto com a esposa, na rua Joaquim Guerra Azevedo, quando foi abordado por suspeitos em outra moto.
Eles anunciaram o assalto e pediram as alianças e os aparelhos celulares do casal, de acordo com o boletim de ocorrência.
Os dois entregaram os pertences, mas os criminosos devolveram o celular de Gabriel porque não era um Iphone. Ficaram apenas com o telefone da mulher dele e as alianças.
A dupla avisou ainda que levaria a moto, mas que o veículo seria abandonado na região do Jardim Jangadeiro, de acordo com o registro policial.
Os assaltantes mandaram Gabriel e a esposa saírem do local. Quando eles se viraram e começaram a correr, os criminosos atiraram duas vezes, acertando Gabriel.
Ainda de acordo com registro, um Fiat Fiorino branco, que passava pelo local, também atingido pelos disparos.
Gabriel foi socorrido e levado ao Hospital M’Boi Mirim, mas não resistiu.
De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o caso foi registrado como latrocínio no 47° DP (Capão Redondo). A Polícia Civil faz buscas para identificar e prender os assaltantes.
Gabriel, conhecido como Zacka, era fanático pelo Palmeiras, e tinha se casado em maio de 2025.
Ele era membro da ONG Galera do Bem, que lamentou a morte e cancelou evento beneficente marcado para o sábado (30).
Outros casos de latricínio em São Paulo
São Paulo tem registrado diversos casos de latrocínios nas últimas semanas.
No dia 19, o piloto de helicóptero Odailton de Oliveira Silva, conhecido como Dato de Oliveira, 77, foi baleado na cabeça durante um roubo, na avenida do Rio Pequeno, zona oeste de São Paulo. Ele foi o sétimo caso de latrocínio, registrado na capital no último mês.
Na noite de domingo (17), Leandro Fernandes de Souza, 40, irmão de um policial militar, morreu com um tiro após reagir a um assalto no Morumbi, zona oeste. O crime ocorreu na rua do Símbolo, em frente à portaria de um condomínio.
No sábado (9), a estudante de direito Vilma Araújo dos Santos, 27, conduzia uma Yamaha Fazer 2025 pela marginal Pinheiros, no Jardim Fonte do Morumbi, no sentido Interlagos, quando dois homens em outra motocicleta passaram a segui-la.
Os assaltantes queriam um celular preso ao painel da moto. Um deles chutou o veículo de Vilma, que perdeu o controle e bateu contra um guard-rail que separa a pista do parque Bruno Covas, segundo relato da companheira à polícia. Os criminosos fugiram.
No domingo 19 de abril, dois latrocínios ocorreram com poucas horas de intervalo. A guarda-civil metropolitana Sara Andrade dos Reis, 34, foi baleada e morta por criminosos em uma moto no acesso da rodovia dos Imigrantes para o viaduto Matheus Torloni, na Água Funda.
Ela seguia de Diadema para o trabalho no Jabaquara. Arma e celular foram roubados. Um homem suspeito pelo disparo foi preso; um adolescente que confessou ter dirigido a moto foi apreendido. A arma da guarda foi recuperada.
Horas depois, Luciano Teixeira dos Santos, 46, interveio em um assalto contra um casal em Moema, zona sul. O criminoso atirou contra sua cabeça. Luciano morreu no Hospital São Paulo.
Três dias antes, na quinta-feira, 16 de abril, o motorista de aplicativo Alison Oliveira de Jesus, 42, morreu ao tentar intervir em um roubo de moto na rua das Margaridas Amarelas, na Vila Calu, extremo da zona sul. Ele atropelou os assaltantes com o carro, mas um deles se levantou e atirou em sua cabeça.
Também em abril, um homem morreu após ser baleado em um assalto na Vila Olímpia, zona sul. Ele tentou evitar um roubo contra a namorada no dia 20 daquele mês e faleceu dias depois no hospital.
Fonte ==> Folha SP
