Plano de governo de Lula mantém gastos e não prevê cortes

Plano de governo de Lula mantém gastos e não prevê cortes

Quatro anos depois de apresentar um programa de governo que prometia “reconstruir e transformar” o Brasil, Lula (PT) volta às eleições presidenciais com um plano econômico que repete boa parte das ideias defendidas em 2022.

Ao longo das 84 páginas do texto protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há menção a uma agenda clara de redução de despesas, embora o documento defenda o “controle do aumento do gasto primário”.

A proposta representa uma continuidade da política econômica atual, incluindo a manutenção do arcabouço fiscal, criado no início do atual mandato para substituir o teto de gastos.

A regra permite que os gastos do governo cresçam entre 0,6% e 2,5% acima da inflação por ano, dependendo do aumento da arrecadação. A crítica de economistas é que limitar o crescimento dos gastos não é suficiente para controlar a dívida pública. Desde o início do governo Lula, a dívida bruta passou de 71,4% para 81,9% do PIB, segundo o Banco Central.