BPool abre base na Europa e já tira metade da receita fora do Brasil

Os fundadores da BPool Daniel Prianti e Beto Sirotsky

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A BPool, plataforma que conecta anunciantes a empresas criativas, abriu um escritório na Irlanda para expandir na Europa e reforçar sua atuação nos Estados Unidos, com 50% de sua receita proveniente do exterior. A startup, fundada por Beto Sirotsky e Daniel Prianti, já atende multinacionais como Unilever e Google, e sua expansão internacional se deu inicialmente por meio de clientes que replicaram seu modelo em outros países.

A BPool já está presente em várias nações da América Latina e planeja negociar contratos regionais e globais diretamente com as matrizes dessas empresas. Além disso, a BPool lançou o BPay, um módulo financeiro que centraliza pagamentos e compliance, representando 20% das transações no primeiro trimestre de 2026, facilitando a internacionalização ao lidar com complexidades fiscais e financeiras.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Crescer fora do Brasil continua sendo mais exceção do que regra para a maioria das startups brasileiras. Questões fiscais, estrutura jurídica, câmbio e acesso a clientes globais costumam limitar a expansão internacional. Poucas são aquelas que rompem essas barreiras – embora o número daquelas que se aventuram tenha crescido.

Esse é o caso da BPool, uma plataforma que une grandes anunciantes a empresas do setor criativo e tem clientes como Unilever, Google, TikTok, Novartis e L’Oréal, fundada por Beto Sirotsky e Daniel Prianti.

A startup, que tem entre os investidores os fundos Chromo Invest e Quartz Investimentos, acaba de abrir um escritório na Irlanda para avançar sobre a Europa, planeja reforçar sua atuação nos Estados Unidos e consolidar sua presença na América Latina.

“Hoje praticamente 50% do nosso faturamento vem de fora do Brasil”, afirma Beto Sirotsky, cofundador e co-CEO da BPool, ao NeoFeed. Neste ano, a estimativa é que o GMV anualizado representa R$ 300 milhões.

Ao contrário de startups que tentam se internacionalizar por meio de escritórios comerciais ou canais de venda locais, a BPool seguiu um caminho diferente. A empresa começou a operar fora do Brasil a partir de clientes multinacionais que já utilizavam a plataforma no Brasil e decidiram replicar o modelo em outras geografias.

“Quem nos levou para outros mercados foram os próprios clientes”, afirma Sirotsky. “A plataforma começa a ser usada em um país e, quando o modelo funciona, essa multinacional tende a expandir o uso para outras regiões onde opera.”

Esse movimento levou à presença da BPool em países como México, Argentina, Chile, Colômbia e Equador, além do Uruguai, que chegou a funcionar como base regional para a América Latina. Hoje, segundo a empresa, o México é o segundo maior mercado da BPool, atrás apenas do Brasil.

Nos Estados Unidos, a operação passou a ganhar escala ao longo de 2024 e 2025, com equipes dedicadas ao atendimento de clientes locais. Na Europa, o processo é mais recente, com contratos ainda em fase inicial.

“A estrutura na Irlanda foi criada com o objetivo de atender o mercado europeu, funcionando como ponto de partida para contratos no continente”, diz Sirotsky.

A decisão de operar em um novo país segue três critérios principais. O primeiro envolve legislação, estrutura fiscal e viabilidade regulatória. O segundo é a formação de uma base local de fornecedores. O terceiro é a existência de clientes dispostos a concentrar contratações por meio da plataforma.

“Quando iniciamos um novo mercado, olhamos primeiro para a legislação, depois para a rede de fornecedores e, por fim, para o cliente”, diz Sirotsky. Parte da base de fornecedores é formada com apoio de parceiros locais. Outra parte vem dos próprios clientes, que migram fornecedores já contratados para dentro da plataforma.

A empresa afirma que a expansão ocorre sem necessidade de grandes estruturas físicas. “Não existe a necessidade de ter um escritório tradicional em cada país. É um modelo de crescimento mais leve do ponto de vista operacional”, afirma o cofundador.

Quando o volume de negócios aumenta, a BPool passa a abrir empresas locais, controladas pela holding brasileira, para viabilizar a operação.

Os fundadores da BPool Daniel Prianti e Beto Sirotsky

Até aqui, o crescimento internacional da BPool foi bottom-up, começando por operações locais de multinacionais. Segundo os fundadores, a empresa entra agora em uma nova fase, com foco em negociar contratos regionais e globais diretamente com as matrizes dessas companhias.

“Com seis anos de operação e uma base de clientes consolidada, começamos a atuar também de forma top-down, conversando com as sedes globais para estruturar contratos mais amplos”, afirma Daniel Prianti, cofundador e co-CEO da empresa.

A proposta da BPool é centralizar a contratação de serviços de marketing e eventos — uma categoria que, segundo a empresa, costuma ser fragmentada em grandes organizações, com múltiplos fornecedores, contratos e pagamentos distribuídos por diferentes áreas e países.

BPay ganha peso na receita

Além da expansão geográfica, a BPool passou a registrar crescimento em uma nova frente de receita ligada à área financeira.

O BPay, módulo criado para centralizar pagamentos, compliance e antecipação financeira de fornecedores, respondeu por cerca de 20% das transações da empresa no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela companhia.

Essa iniciativa começou a ser desenvolvida após o investimento de Thiago Piau, ex-CEO da Stone, na BPool. O produto foi desenvolvido para atender tanto clientes quanto fornecedores, padronizando fluxos financeiros e reduzindo a necessidade de homologações individuais em cada país.

“As diferenças fiscais, financeiras e contratuais entre países sempre foram um desafio relevante para a internacionalização. O BPay foi criado justamente para lidar com essa complexidade”, afirma Prianti.



Fonte ==> NEOFEED

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