Musculação, dieta e diversos outros cuidados relacionados à saúde e à beleza: Isso define a rotina de um fisiculturista. No entanto, há diversas personalidades que vivem esse estilo de vida sem, necessariamente, subir no palco. Um exemplo dessa dinâmica é a modelo, empresária e influenciadora digital Gracyanne Barbosa.
Em entrevista à coluna, a musa fitness diz que, apesar de nunca ter competido, é fã do fisiculturismo: “Nunca pensei em competir, embora eu seja uma grande admiradora. Sempre que eu posso, estou nos campeonatos. Assisto, torço e admiro muito. Talvez seja o esporte mais difícil de todos, exige dedicação 24 horas por dia. E não é só o treino e a alimentação, como muitos pensam. A pessoa que sobe no palco precisa descansar, precisa treinar pose etc. Eu aplaudo, acho incrível, mas nunca me vi subindo no palco”.
Durante a conversa, a ex-dançarina do grupo Tchakabum também explicou o porquê de viver esse estilo de vida. “O principal motivo de eu viver esse estilo de vida é a capacidade de desempenho e resiliência que isso me traz, inclusive em outras áreas da vida. Quando eu consigo fazer um treino pesado, fazer a minha dieta 100%… isso me ajuda a aderir à rotina. Também tem o desafio, eu quero me superar. Na musculação, eu dependo exclusivamente de mim mesma. É claro que eu tenho profissionais que me assistem, mas o treino depende de mim. Se eu consigo vencer isso e levar essa disciplina para outras áreas, eu consigo fazer diversas outras atividades”, destaca.
Imersa no meio fitness há décadas, Gracyanne observou de perto a transformação pela qual a indústria passou ao longo dos anos: “Quando eu comecei a ter uma exposição, eu dançava num grupo de axé. Eu já fazia musculação, já tinha certa musculatura e naquela época eu sofria muito preconceito: ‘Ela parece um homem’. Cheguei a ouvir, por exemplo, que eu não conseguiria desempenhar meu trabalho da melhor maneira por ser ‘muito atlética’. Eu nunca imaginei que isso fosse virar meu trabalho. Quando eu comecei a viajar para falar sobre estilo de vida foi uma grande surpresa”.
“Fico muito feliz de ter mantido essa minha verdade mesmo diante do preconceito, porque eu não faço isso por moda. Se amanhã não estiver mais na moda, eu vou continuar fazendo a mesma coisa, porque eu sou assim”, conclui.
A entrevista foi feita durante a realização do Arnold Sports Festival South America, maior evento multiesportivo da América Latina. A principal atração é o Arnold Classic South America, campeonato de fisiculturismo que também é conhecido como Arnold Classic Brasil. A edição deste ano ocorre neste final de semana em São Paulo.
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Fonte ==> Folha SP
