Morre Mike Browning, de Morbid Angel e Nocturnus, aos 62 – 15/07/2026 – Ilustrada

Morre Mike Browning, de Morbid Angel e Nocturnus, aos 62 - 15/07/2026 - Ilustrada

O músico Mike Browning, baterista e vocalista mais conhecido pelo trabalho nas bandas Morbid Angel e Nocturnus, pioneiros do death metal, morreu aos 62 anos. A informação foi divulgada na última segunda-feira, sem detalhes sobre a data e a causa da morte.

“Descanse em paz, Mike”, escreveu o Morbid Angel no Instagram. “Obrigado por ajudar a tornar tudo isso possível. Nossas condolências à sua família e, especialmente, à sua filha.”

Nascido em maio de 1964, em Tampa, na Flórida, Browning começou a tocar bateria aos 13 anos, época em que ouvia Led Zeppelin e Black Sabbath. Após se inspirar em bandas mais pesadas como Angel Witch, Slayer e Mercyful Fate, fez amizade com o guitarrista Trey Azagthoth, com quem formou o Morbid Angel em 1983.

Ao longo dos anos seguintes, os dois desenvolveram uma sonoridade que incluía riffs de guitarras macabros, baterias aceleradas e uma estética sombria —o que viria a se tornar o death metal, subgênero do heavy metal. O primeiro disco da banda, “Abominations of Desolation”, contava com Browning nos vocais principais e na bateria.

O álbum foi gravado em 1986, mas lançado somente em 1991, após o grupo ficar insatisfeito com as gravações e desentendimentos internos que culminaram em uma briga entre Browning e Azagthoth. O baterista saiu do Morbid Angel no mesmo ano em que eles registraram o primeiro disco.

Browning, que àquela altura já tocava com outras bandas, fundou o Nocturnus em 1987. Além do metal extremo que ele já trazia do projeto anterior, ele também desenvolveu no grupo seu interesse por temas e visuais ligados à ficção científica, incrementando o som com sintetizadores e se aproximando do rock progressivo.

O Nocturnus lançou dois álbuns com Browning, sendo que o mais celebrado é o primeiro deles, “The Key”, de 1990. O disco é celebrado até hoje e se tornou um clássico do death metal progressivo. Browning foi demitido da banda após o lançamento de “Thresholds”, dois anos depois.

O músico continuou tocando em diferentes grupos e em 2013 refez o Nocturnus, que havia encerrado as atividades em 2002. Na segunda encarnação, a banda passou a se chamar Nocturnus AD —de “after death”, ou depois da morte— por questões contratuais e lançou dois discos, “Paradox”, em 2019, e “Unicursal”, há dois anos.



Fonte ==> Folha SP

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