Por onde passa 95% do algodão exportado pelo Brasil: evento leva a cadeia da fibra para dentro do Porto de Santos

O Cotton Connect 2026 reuniu mais de 100 profissionais de diversas empresas do setor para uma imersão inédita na operação portuária e para discutir estratégias de escoamento da fibra brasileira, hoje líder mundial em exportação

Com o Brasil na liderança global das exportações de algodão e a safra 2025/26 já em colheita, a logística de escoamento se tornou o gargalo decisivo para a competitividade da fibra nacional. Foi com esse pano de fundo que a Magna Logistics, em parceria com o Grupo Cesari, realizou, entre 14 e 16 de junho, em Santos, a segunda edição do Cotton Connect – encontro imersivo que reuniu mais de 100 profissionais de 25 empresas das pontas produtora, exportadora e logística da cadeia.

Durante três dias, o evento promoveu painéis e conectou pessoas para debater sobre a logística portuária e seus gargalos, reforçando o peso dessa etapa na preservação da qualidade da fibra. Entre os destaques, Fábio Carneiro, gerente de Sustentabilidade da ABRAPA (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), apresentou a leitura do setor produtor sobre o ABR-LOG – certificação que vem se consolidando como referência de qualidade no mercado de exportação do algodão brasileiro.

“O Cotton Connect nasceu de um conceito simples: levar quem produz e negocia o algodão para dentro da operação logística que faz a exportação acontecer. Inspirado no ‘dia de campo’ do agronegócio, o evento propõe uma imersão prática na logística portuária de exportação – do terminal retroportuário ao canal do Porto de Santos”, afirma Jonathan Valério, diretor comercial da Magna Logistics Solutions e idealizador do Cotton Connect.

O algodão brasileiro e Santos

Segundo a ANEA (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão), o Brasil encerrou 2025 como o maior exportador de algodão do mundo, com 3 milhões de toneladas embarcadas – recorde histórico. O Porto de Santos respondeu por 95% desse volume, movimentando entre 110 e 120 mil contêineres de algodão por ano, cerca de 9 mil por mês.

“Santos é a espinha dorsal da exportação de algodão do Brasil. Noventa e cinco por cento de todo o algodão exportado pelo país passa por aqui. Faz todo sentido trazer esse público para dentro da operação e mostrar, na prática, como essa cadeia funciona”, completa Valério.

“Esses números trazem um desafio importante para a logística: garantir maior volume sem perder controle, qualidade e previsibilidade. Nesse contexto, o REDEX assume papel fundamental. Ao antecipar o despacho aduaneiro e estruturar a operação antes da chegada ao porto, conseguimos reduzir riscos, evitar atrasos e garantir mais segurança em toda a cadeia”, comenta Roberto Felizardo, gerente operacional do Depotce, do Grupo Cesari.

 

Sobre a Magna Logistics

A Magna Logistics Solutions é uma empresa especializada em gestão logística de exportação e importação, com foco em operações portuárias nos portos de Santos e Salvador. Atua em transporte rodoviário, gestão de terminal retroportuário, desembaraço aduaneiro e frete marítimo internacional, com a maior parte de seu volume concentrada no agronegócio – sendo especialista na exportação de algodão em pluma. Com o sistema exclusivo SILO, desenvolvido internamente para a gestão da exportação de algodão, a Magna entrega rastreabilidade de ponta a ponta, previsibilidade e conformidade à exportação brasileira.

Sobre o Grupo Cesari

O Grupo Cesari, por meio de sua holding controladora, a Cegroup, é formado por 10 empresas: Terloc, Ceslog, Depotce, Cefértil, CSRL, Ceinspec, Comportce, CSRD, Ceparking e Parque Raiz da Serra. Com atuação em infraestrutura e soluções logísticas, oferece operações portuárias, terminais de grâneis sólidos e líquidos, transporte, operações conteinerizadas e com isotanks, além de serviços de apoio como pátio regulador e planejamento de carga e descarga.

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