Falhas na proteção patrimonial e financeira expõem negócios a perdas evitáveis e ampliam efeitos de crises sobre empregos e cadeias produtivas
Em um cenário marcado por instabilidade econômica, eventos climáticos extremos e aumento da complexidade operacional das empresas, a ausência de uma gestão estruturada de riscos tem se consolidado como um dos principais fatores de vulnerabilidade no ambiente corporativo brasileiro. Mais do que uma falha pontual, especialistas apontam que a negligência na proteção patrimonial e financeira pode comprometer diretamente a continuidade dos negócios e, em escala, ampliar impactos sobre emprego, renda e atividade econômica.
Embora o tema venha ganhando espaço nas agendas executivas, a cultura de prevenção ainda é incipiente em grande parte das empresas, especialmente fora dos grandes centros. Na prática, isso se traduz em organizações expostas a perdas que poderiam ser mitigadas com planejamento adequado, uso estratégico de seguros e integração entre áreas técnicas e financeiras.
Para Marcelo Roberto de Souza Sales, corretor de seguros com atuação em planejamento financeiro e gestão de riscos corporativos, o problema central não está na falta de acesso a soluções, mas na forma como elas são percebidas pelas empresas.
“Existe uma visão equivocada de que seguro é custo. Na prática, ele é uma ferramenta de proteção da continuidade do negócio. Quando essa mentalidade não está incorporada à estratégia, a empresa fica vulnerável a eventos que podem interromper operações ou até inviabilizar a atividade”, afirma.
Com experiência na estruturação de apólices para empresas de médio e grande porte, Sales acompanha de perto situações em que a ausência de planejamento agrava perdas. Segundo ele, eventos como incêndios, acidentes com frotas ou falhas operacionais não apenas geram prejuízos imediatos, mas também desencadeiam efeitos em cadeia, afetando fornecedores, colaboradores e clientes.
“Quando uma empresa não está protegida, o impacto não fica restrito ao balanço. Pode significar paralisação, demissões e perda de mercado. Em muitos casos, a recuperação se torna inviável”, diz.
A avaliação é corroborada por dados do setor, que indicam que uma parcela significativa das empresas brasileiras não possui cobertura adequada para riscos críticos. O problema se intensifica em segmentos com maior exposição operacional, como transporte, indústria e comércio, onde a ausência de mecanismos de mitigação pode acelerar processos de deterioração financeira.
Além da contratação de seguros, especialistas destacam que a gestão de riscos envolve uma abordagem mais ampla, que inclui análise técnica, planejamento financeiro e acompanhamento contínuo. Nesse contexto, o papel consultivo ganha relevância, especialmente na personalização de soluções de acordo com o perfil e a operação de cada empresa.
“Não se trata apenas de contratar uma apólice, mas de estruturar uma estratégia de proteção alinhada ao negócio. Isso exige conhecimento técnico, leitura de cenário e acompanhamento próximo do cliente”, afirma Sales.
Outro ponto crítico está na capacidade de resposta a incidentes. Empresas que contam com suporte técnico e intermediação qualificada tendem a reduzir o tempo de recuperação e minimizar perdas, especialmente em processos de sinistro, que exigem agilidade e conhecimento regulatório.
“O momento do sinistro é quando o seguro precisa funcionar de fato. E é aí que uma assessoria bem estruturada faz diferença, garantindo que a empresa receba o suporte necessário para retomar suas atividades o mais rápido possível”, diz.
Diante de um ambiente cada vez mais imprevisível, a tendência é que a gestão de riscos deixe de ser uma prática periférica e passe a ocupar papel central na estratégia empresarial. Para especialistas, empresas que incorporam essa lógica tendem não apenas a reduzir perdas, mas a operar com maior estabilidade e previsibilidade.
No limite, a discussão ultrapassa o âmbito corporativo e passa a ter dimensão econômica. Em um país onde pequenas e médias empresas representam parcela relevante da geração de empregos, a fragilidade na proteção de negócios pode amplificar os efeitos de crises e dificultar a recuperação econômica.
“Proteger uma empresa é proteger empregos, renda e a economia como um todo. A gestão de riscos precisa ser vista como um investimento estratégico, não como uma despesa opcional”, conclui Sales.
Marcelo Roberto de Souza Sales é engenheiro de Controle e Automação e Corretor de Seguros especializado em Gestão de Riscos, Proteção Patrimonial e Planejamento Financeiro. Com mais de uma década de atuação no setor, atende empresas e famílias com soluções voltadas à continuidade financeira e mitigação de perdas em cenários adversos. À frente da AO Corretora de Seguros, desenvolve estratégias personalizadas que contribuem para a preservação de negócios, proteção de empregos e estabilidade econômica, reforçando o papel do seguro como instrumento essencial de segurança e impacto social.
Para mais informações acessar: @aoseguros, www.aoseguros.com.br ou www.linkedin.com/in/marcelo-sales

