Itaú BBA vê início de ano mais fraco em seguros e rebaixa duas ações

Itaú BBA vê início de ano mais fraco em seguros e rebaixa duas ações

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O Itaú BBA rebaixou as recomendações da BB Seguridade e da Caixa Seguridade, prevendo um início de ano fraco para o setor de seguros. A BB Seguridade foi rebaixada de market perform para underperform, com o preço-alvo reduzido de R$ 35 para R$ 32, enquanto a Caixa Seguridade passou de outperform para market perform, com o preço-alvo elevado de R$ 17 para R$ 18.

O banco projeta uma queda de 1,5% nos prêmios emitidos pela BB Seguridade em 2026, destacando desafios operacionais, especialmente em seguros agrícolas e de vida. Para a Caixa Seguridade, embora haja crescimento em crédito imobiliário e previdência, o seguro de vida enfrenta dificuldades.

O Itaú BBA também observa uma divergência significativa no desempenho de outros players do mercado financeiro, com perspectivas mais positivas para algumas instituições, como Bradesco e B3, e desafios para o Banco do Brasil.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A pouco mais de uma semana do início da temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026, o Itaú BBA enviou a clientes uma prévia do desempenho do setor financeiro no período. E, nesse balanço, o saldo foi desfavorável para duas companhias.

O banco de investimentos rebaixou a recomendação da BB Seguridade, de market perform (o equivalente à classificação neutra) para underperform (o equivalente à venda), além de reduzir o preço-alvo da ação, de R$ 35 para R$ 32 – o papel está sendo negociado em tela na casa dos R$ 35.

Ainda no mercado de seguros, o Itaú BBA também rebaixou a recomendação da Caixa Seguridade, de outperform (o equivalente à compra), para market perform, mas elevou o preço-alvo do papel, de R$ 17 para R$ 18 – a ação vem oscilando perto de R$ 19.

Com a perspectiva de um início de ano mais fraco para o setor de seguros, o banco destaca que, no caso da BB Seguridade, os desafios operacionais estão se intensificando e projeta uma queda de 1,5% nos prêmios emitidos em 2026, para cerca de R$ 16 bilhões, no limite inferior das projeções.

Nesse contexto, os analistas apontam que os seguros agrícolas, que registraram uma queda de 29% nos primeiros dois meses do ano, são a linha de pior desempenho. Outro fator de pressão será o seguro de vida crédito, que recuou 7% nesse mesmo intervalo, sob o impacto dos juros elevados.

O Itaú BBA também ressalta os efeitos negativos para o setor – e a BB Seguridade – do cenário desfavorável no agronegócio, marcado por condições de crédito mais restritas, margens reduzidas e aumento de custos de fertilizantes e transportes, além da volatilidade cambial.

“Em nossa opinião, a dinâmica recente sugere um risco de queda na projeção de prêmios para 2026, o que também impacta as estimativas para 2027”, escrevem os analistas, que, entre outras linhas, projetam um recuo de 6% nos lucros nesse ano e uma recuperação modesta de 2% em 2027.

Eles observam ainda que, com um múltiplo P/L de 8,1x, o dividend yield (taxa de retorno dos dividendos) de aproximadamente 11% é o principal atrativo da ação. Mas que esse componente não é suficiente para compensar o período mais prolongado de fraqueza dos resultados.

No que diz respeito à Caixa Seguridade, o Itaú BBA enxerga tendências operacionais mais favoráveis, a partir de dados como o crescimento de 13%, em base anual, registrado em janeiro na carteira de crédito imobiliário, e de 16% em previdência.

Em contrapartida, o banco aponta que o segmento de seguro de vida enfrenta dificuldades, com uma queda de 38% nos dois primeiros meses de 2026, devido aos problemas com o INSS e à taxa de juros elevada.

Os analistas ressaltam, no entanto, que o rebaixamento da recomendação se justifica, de fato, pelo valuation da operação, dado o múltiplo P/L de 12,7 vezes estimado para 2026, além de um dividend yield de 6,9%. E prevê um lucro líquido de cerca de R$ 4,6 bilhões para a empresa no ano, alta de 8%.

“Especificamente no primeiro trimestre de 2026, os resultados sequenciais devem ser menores, com R$ 1,1 bilhão para a Caixa Seguridade e R$ 2 bilhões para a BB Seguridade, ambas apresentando uma sinistralidade bem administrada”, diz outro trecho do relatório.

As ações da Caixa Seguridade registravam queda de 2,83% por volta das 12h10, avaliando a empresa em R$ 57,6 bilhões. No mesmo horário, os papéis da BB Seguridade recuavam 1,12%. A companhia está avaliada em R$ 68,5 bilhões.

Divergência significativa

À parte das duas operações, o Itaú BBA enxerga uma “divergência significativa” no desempenho dos demais players do mercado financeiro. De um lado, o banco vê um cenário mais positivo para B3, BTG Pactual, Bradesco. E, talvez, Nubank.

Para os analistas, o Nubank trará resultados mistos, com um avanço forte na carteira de crédito e nas receitas, combinado, porém, com um crescimento dos investimentos e despesas para financiar sua expansão global, o que deve impactar o resultado final.

Na outra ponta, a dos grandes bancos, o Itaú BBA vê um cenário de tendências mais difíceis para o Banco do Brasil. E projeta que a operação deve ter o trimestre mais desafiador, com manutenção das provisões elevadas, impulsionada pela deterioração em diferentes estágios da inadimplência.

“O fraco início do ano vai exigir uma aceleração significativa dos resultados para atingir a borda inferior do guidance de lucro para o ano de 2026, entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões”, escrevem os analistas, que projetam um lucro de R$ 21 bilhões para o banco no ano.



Fonte ==> NEOFEED

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