O ETF de US$ 1 trilhão que supera o mercado brasileiro em mais de 50 vezes

Vanguard

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O Vanguard S&P 500 ETF (VOO) se tornou o primeiro fundo listado a ultrapassar US$ 1 trilhão em ativos, quadruplicando seu tamanho desde 2022 e superando o SPY da State Street. Essa ascensão é impulsionada pela busca dos investidores por exposição ao mercado de ações dos EUA, especialmente no setor de inteligência artificial, onde as big techs representam mais de 35% da carteira do VOO.

O fundo atraiu mais de US$ 60 bilhões em 2025 e, com a expectativa de IPOs de empresas como SpaceX e OpenAI, sua influência deve aumentar. Globalmente, os ETFs acumulam US$ 21,9 trilhões, com crescimento contínuo. No Brasil, o patrimônio dos ETFs cresceu 70% em 2025, mas ainda representa menos de 1% do total da indústria de fundos. Os ETFs ativos estão se destacando como uma estratégia de crescimento, com a J.P. Morgan apostando nessa tendência.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O primeiro fundo de investimento listado em bolsa a superar US$ 1 trilhão em ativos não é gerido por nenhum grande nome Wall Street. Ele também não tem uma tese proprietária, não faz calls de mercado e não cobra performance.

O Vanguard S&P 500 ETF, encontrado pelo ticker VOO na NYSE, é um clássico entre os fundos passivos: ele compra as 500 maiores empresas americanas, na proporção exata do índice, todos os dias.

Essa estratégia não impediu o VOO de quadruplicar de tamanho desde 2022 e superar o rival SPY, da State Street – até então o maior ETF do mundo – em fevereiro de 2025.

“Com os investidores em busca do boom da IA, os ETFs se tornaram um veículo essencial para exposição ao mercado de ações dos EUA”, disse Todd Rosenbluth, head de research da TMX VettaFi, ao Financial Times.

O marco de US$ 1 trilhão, alcançado no pregão de quarta-feira, 3 de junho, vai além do número e mostra a crescente batalha entre gestão ativa e passiva.

Globalmente, os ETFs acumularam US$ 21,9 trilhões em patrimônio ao final de abril de 2025, mais de três vezes o valor que detinham no início de 2020, segundo a consultoria ETFGI – em 83 meses consecutivos de captação líquida positiva.

O VOO sozinho atraiu mais de US$ 60 bilhões no acumulado deste ano. Esse crescimento foi turbinado pela corrida às ações de inteligência artificial.

As big techs americanas respondem por mais de 35% da carteira do VOO, e o fundo virou a forma mais barata e líquida de surfar o boom do setor.

Com SpaceX, Anthropic e OpenAI se preparando para abrir capital (IPOs que podem superar US$ 1 trilhão de valuation combinado), os ETFs passivos serão compradores compulsórios dessas ações assim que elas entrem no S&P 500, amplificando ainda mais sua influência.

E se a maioria dos gestores ativos não consegue bater o índice no longo prazo, o VOO entrega um retorno consistente com uma taxa de 0,03% ao ano – equivale a R$ 3 para cada R$ 10 mil investidos

O Brasil nesse jogo

O VOO, sozinho, é mais de 50 vezes maior do que toda a indústria de ETFs do Brasil. No mercado local, o patrimônio dos ETFs saiu de R$ 54 bilhões para R$ 91 bilhões ao longo de 2025 – um salto de quase 70% -, e o número de investidores chegou a 919 mil, segundo dados da B3.

Embora tenha sido lançado quase um novo ETF por semana durante o ano passado, os fundos de índice representam menos de 1% do patrimônio total da indústria de fundos brasileira.

O mercado de ações brasileiro, menos coberto por analistas e mais concentrado em commodities e bancos do que o S&P 500, teoricamente oferece mais oportunidades para um gestor explorar precificações erradas.

O problema é que, olhando os dados de longo prazo, poucos conseguiram transformar essa tese em retorno consistente acima do benchmark.

E os ETFs podem oferecer uma saída para os gestores. Os chamados ETFs ativos movimentam centenas de bilhões de dólares com gestão discricionária – é a principal aposta da J.P. Morgan Asset Management para crescer no mercado local e global.

“Os ETFs ativos continuam sendo um dos principais motores de crescimento da indústria. Nos últimos cinco anos, eles cresceram ao dobro da velocidade da indústria total de ETFs. E essa adoção ainda está apenas começando”, disse Travis Spence, global head de ETFs do J.P. Morgan Asset Management, em entrevista ao NeoFeed.



Fonte ==> NEOFEED

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