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Essa decisão ocorre após uma queda de 93% no lucro operacional da Porsche no ano passado, devido a tarifas americanas e perdas em veículos elétricos.
O CEO Michael Leiters busca reestruturar a empresa, focando mais em veículos a gasolina e híbridos.
As ações da Porsche caíram 2,3% após o anúncio, refletindo a insatisfação do mercado sobre a operação.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A gestora também irá comprar a participação de 20,6% da Porsche no próprio Grupo Rimac, companhia responsável pela fabricação de carros elétricos de alto desempenho, segundo informou o Financial Times. Os valores não foram revelados.
A saída da Porsche ocorre em um momento em que o CEO Michael Leiters busca uma estratégia de reestruturação baseada na redução das ambições em relação aos veículos elétricos e no aumento dos investimentos em veículos a gasolina e híbridos.
“Como investidora inicial do Grupo Rimac, a Porsche contribuiu significativamente para o desenvolvimento da Rimac Technology, transformando-a em uma empresa consolidada de tecnologia automotiva de primeira linha. Agora, com a venda de nossa participação, demonstramos que a Porsche se concentrará em seu negócio principal”, diz Leiters, que assumiu em janeiro a função na montadora.
O lucro operacional da Porsche, com sede em Stuttgart, na Alemanha, caiu 93% no ano passado, provocado principalmente pelas tarifas americanas e baixas contábeis de suas operações com veículos elétricos, que contribuíram para perdas de € 3,9 bilhões.
A Bugatti Rimac foi formada em 2021, quando a Volkswagen vendeu uma participação majoritária na Bugatti para a Rimac, que também fabrica peças elétricas para outras montadoras, como BMW e Hyundai. O grupo croata foi fundado por Mate Rimac.
A joint-venture apresentou seu primeiro supercarro Bugatti eletrificado em 2024, o Tourbillon híbrido, que tem um preço inicial de venda de € 3,8 milhões.
Quando a Porsche formou a JV com a Rimac, o então CEO Oliver Blume descreveu a iniciativa como uma combinação da experiência da Bugatti em hipercarros com a força da Rimac em mobilidade elétrica.
Desde então, a Porsche tornou-se um peso para a Volkswagen, com as margens despencando para 1,1% no ano passado, ante 14,1% em 2024.
As montadoras europeias têm enfrentado a concorrência de fabricantes chinesas e do próprio tarifaço imposto por Trump, que afetaram as exportações, principalmente de carros de luxo, como a Porsche, que são fabricados em sua maior parte na Europa.
O mercado financeiro não reagiu bem ao anúncio da venda da participação da Porsche na Bugatti. As ações da montadora alemã na Bolsa de Frankfurt operavam em queda de 2,3% nesta sexta-feira, 24 de abril, por volta de 17h30 (horário local).
No acumulado de 2026, os papéis da companhia registram queda de 14%. A Porsche tem valor de mercado de € 18,7 bilhões.
Fonte ==> NEOFEED

